[[legacy_image_237521]] Pais, responsáveis e estudantes começam a se movimentar entre papelarias e lojas de departamentos pela Baixada Santista para a compra de material escolar visando a volta às aulas. Os itens buscados são variados, conforme a lista de cada escola. A busca pelo melhor preço exige comparação e muita pesquisa. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A cabeleireira Bianca Ferreira Martins, de 33 anos, que mora no Morro da Nova Cintra, em Santos, foi até uma papelaria no Centro escolher o material escolar dos filhos, uma adolescente de 14 anos e um menino de 9, que estão no Ensino Fundamental. Mochilas, estojos, lápis, apontador e borracha estão entre os produtos comprados. "Já fui em outras papelarias e dei uma pesquisada. No geral, as coisas estáo um pouco caras, mas prefiro que alguns materiais tenham um pouco de qualidade. Mochila tá um pouco mais caro. Temos que pesquisar bastante", comenta. Com o intuito de pesquisar preços, a manicure Jucelma Fonseca dos Santos, de 38 anos, esteve no mesmo estabelecimento. A moradora da Areia Branca compara os preços de produtos para a filha, que tem 7 anos. "Por enquanto estou olhando as mochilas. Ainda não peguei a lista na escola dela. O preço está bom. Ano passado comprei mais caro", afirma. Foi ao lado do filho Gabriel, de 11 anos, que a bancária Ana Carolina Carvalho, de 44, fez a escolha do material escolar em diferentes lojas. O garoto volta às aulas no dia 1º de fevereiro. "Do ano passado para cá percebemos um pequeno aumento, mas a lista de materiais (exigidos pela escola) teve uma redução. As escolas ajudaram nesse ponto. Ele (Gabriel) escolhe algumas coisas, a gente diz se pode ou não pode. Tem um meio termo", explica. [[legacy_image_237522]] CuidadosO coordenador do núcleo regional de Santos do Procon, Fabiano Mariano, alerta que podem ser encontradas diferenças de preço excessivas de uma loja para outra, sendo importante que os pais comparem os produtos em diferentes estabelecimentos. "Os consumidores devem prestar especial atenção nas ofertas de 'kits' ou 'leve mais, pague menos'. O ideal é buscar o valor do produto unitário e comparar se realmente é vantajosa a aquisição de mais itens do que o necessário para economizar. Muitas vezes, durante as fiscalizações, nos deparamos com valores não condizentes às ofertas propostas", comenta. Ele ressalta ainda a importância de observar o preço dos materiais conforme a forma de pagamento, seja dinheiro ou cartão, e se a informação está clara para o consumidor, sem "letras pequenas" ou "números de parcelas em destaque maior do que o preço à vista". E pela internet?Se a compra é feita de modo eletrônico e o material não entregar o que era esperado, o consumidor pode exercer o direito de arrependimento em até sete dias corridos da entrega do produto. Para isso, Mariano explica que o comprador deve entrar em contato com a empresa vendedora e pedir o cancelamento da transação, sem necessidade de justificativa. "É importante que o consumidor guarde um comprovante da operação, seja e-mail, tela copiada (print) ou número de protocolo, dados do atendente e horário de atendimento. A empresa deve registrar o pedido do consumidor e fazer a devolução de todo o valor gasto, inclusive o frete, e o consumidor não deve ser responsabilizado pelos custos da retirada ou postagem do produto", afirma.