[[legacy_image_211704]] Começa outubro e, com ele, um tempo de conscientização. A partir deste sábado (1º), as campanhas de Outubro Rosa estão nas ruas de todo o País. O mês é o escolhido para a prevenção do câncer de mama, que no Brasil deve atingir 66.280 mulheres até o final de 2022, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! As taxas mais altas de câncer de mama são registradas nas regiões Sul e Sudeste. Em São Paulo, a incidência estimada da doença é de 78 casos para cada 100 mil mulheres. Isso significa que cerca de 18 mil mulheres residentes no Estado devem receber o diagnóstico desse tipo de câncer. O mastologista Marco Botteon Neto explica que nódulos benignos não se tornam malignos e que a chance de cura do câncer de mama chega perto de 90% se descoberto precocemente. Mas isso depende do tipo histológico do tumor, ou seja, de sua anatomia. “Existe uma infinidade deles, cada tipo condiz com uma sobrevida, uma cura. Mas gira em torno de 80% a 85%”. O especialista ressalta que mulheres que já possuem histórico familiar da doença devem redobrar a atenção com os exames preventivos. Existe a possibilidade até mesmo de se realizar um exame genético, que investiga as chances da mulher desenvolver o câncer de mama baseado na genética de seus pais, avós e bisavós. “Normalmente, pelos estudos, pelos trabalhos, fala-se que a mamografia se faz a partir dos 40 anos. Ultrassom nós podemos fazer em qualquer idade. Uma vez detectado qualquer nódulo visto pelo ultrassom, independentemente se a paciente tenha 30 ou 40 anos, eu também peço mamografia com certeza”. Os exames citados por Botteon incluem, além da mamografia e do ultrassom, com ou sem doppler, a ressonância magnética e também a cintilografia das mamas, que também ajuda na identificação de nódulos. O autoexame, segundo ele, muitas vezes pode ser difícil de detectar um nódulo, por conta da faixa etária de cada mulher. “A mama pode ficar mais endurecida, mais densa, de difícil fazer o autoexame. Por esse motivo, graças a Deus, a maioria das mulheres busca seus médicos de confiança”. Prevenção A mastologista Maria Sílvia Petty Moutinho, preceptora da liga de Mastologia da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), fala sobre a importância de manter uma boa qualidade de vida na prevenção do câncer de mama. “Praticar esportes, ter uma dieta bem balanceada, evitando frituras e gorduras. Uma pessoa que tem uma dieta balanceada e faz atividades físicas diminui em 30% o risco de desenvolver câncer de mama, isso é uma prevenção”, explica ela. A incidência da doença é rara em pacientes jovens, sendo muito maior em mulheres com idade a partir dos 40 anos e ainda maior após os 50. Apesar disso, a médica explica que casos em mulheres de 30 a 40 anos têm sido cada vez mais comuns. “Isso se deve à qualidade de vida e uso de muitos hormônios por bastante tempo, além do fato de as mulheres demorarem mais para terem seus primeiros filhos, isso tem aumentado um pouco a incidência de câncer de mama abaixo dos 40”.