[[legacy_image_63841]] Na Ponte dos Barreiros, em São Vicente, o primeiro dia de lockdown passou longe de ser cumprido. O movimento intenso de carros, motos e até bicicletas no sentido Área Continental-Centro de São Vicente, por volta das 7h30, retratou bem a dificuldade enfrentada pela população no dia-a-dia. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Muita gente aguardando um circular na Avenida Quarentenário. Pelos menos, dez pessoas a cada ponto de ônibus. Bem menos que nos dias normais, mas o suficiente para ver a linha 943 - que sai da Área Continental em direção a Santos, por volta das 7h45 -, lotada. Muita gente em pé e aglomerada no coletivo. Vera Lúcia Paiva dos Santos, 42 anos, desistiu de pegar esse coletivo. Ela é cuida de um idoso de 91 anos, no bairro Aparecida, em Santos. [[legacy_image_63842]] "Sem chance. Mas vou te dizer que ele não está tão cheio quanto nos outros dias. Mas vou tentar o próximo. É um perigo. Não sei como não peguei covid-19 ainda. Eu chego no trabalho e vou primeiro para o banho. Só depois disso é que vou cuidar dele". Além disso, hoje ela tem uma preocupação a mais. "Fico aflita por conta da família. Tenho um bebê de 11 meses. Não quero levar vírus para a casa também. E hoje não sei como será a volta do trabalho. Se vai ter ônibus. Se vou esperar muito e se vira lotado". A doméstica Andrea Ferreira de Souza, 41 dias, também tentava evitar ônibus lotado. Ela mora no Quarentenário e trabalha em Santos. Porém, estava aflita, pensando na volta pra casa, no final do expediente, por volta das 17 horas. "Tenho medo de não ter ônibus para voltar. A patroa até falou para eu ficar em casa. Mas me sinto melhor garantindo meu emprego".