[[legacy_image_269835]] Mais de 1,5 mil registros de lixo internacional foram feitos e catalogados em praias do litoral de São Paulo entre setembro de 2022 e maio deste ano. Os dados foram compartilhados após um balanço realizado pela ONG Ecologia e Movimento (Ecomov). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo o presidente da ONG, Rodrigo Azambuja, foram 55% alimentos, 30% Ração Humana e 14% produtos de higiene e limpeza. “Os últimos registros foram nas praias de Itaquitanduva (São Vicente), Canto do Mar e Enseada (São Sebastião) e Imbassaí (Bahia). Somente em maio, somamos mais de 2 mil registros catalogados'', comentou Azambuja. Segundo o balanço divulgado, quase metade dos lixos encontrados são de origem chinesa (47%). Estados Unidos e Malásia ficam com a segunda colocação (17%). Os outros 36% são de origem de países como Austrália, Canadá, Dinamarca, Filipinas, Irlanda, Emirados, Arábia Saudita, Dubai, Rússia, Ucrânia, Estônia, México, Uruguai, Itália, Cingapura, Suécia, Alemanha e Turquia "O levantamento apontou um aumento de embalagens no período de oito meses, onde tivemos um crescimento de 300% de registros catalogados Os materiais vão desde embalagens alimentares, higiene pessoal, cosméticos, limpeza dos porões, manutenção como selantes, colas, silicones, e até artigos de pesca como metabissulfito de sódio, um produto altamente cancerígeno e corrosivo”, completou o presidente. Ministério PúblicoEle ainda destaca que estão ampliando a pesquisa com grupos colaboradores e ongs locais, abrindo petições nos estados da Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Ceará, Rio Grane do Norte, Paraíba e Pará. “Nossa proposta é a cada ano apresentar aos Ministérios Públicos estaduais e Federal petições atualizadas, requerendo a fiscalização e ajustes em protocolo de limpeza e gestão de resíduos nos navios ao chegarem em área de fundeio.''