Movida pelo vento por meio de sua “bolsa flutuante”, a caravela-portuguesa se desloca pela superfície do mar enquanto seus longos tentáculos acompanham o movimento das correntes de ar e da água - foto ilustrativa (Reprodução / Redes sociais) Com tentáculos capazes de liberar toxinas, as águas-vivas se tornam mais frequentes nas praias da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, durante o inverno. Diante do aumento das ocorrências, o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) orienta que a população evite tocar nos animais, mesmo quando eles aparentarem estar mortos na faixa de areia. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a corporação, os tentáculos podem permanecer ativos mesmo após a morte do animal, mantendo a capacidade de provocar queimaduras ou irritações na pele. A maior incidência de águas-vivas e outros organismos gelatinosos durante o inverno está relacionada às mudanças nas condições oceanográficas típicas da estação. A passagem frequente de frentes frias, as alterações nos ventos, nas correntes marítimas e a ocorrência de ressacas favorecem o deslocamento desses animais de áreas mais afastadas do oceano para regiões próximas à costa. O GBMar acrescenta que a entrada de águas mais frias provenientes do sul, aliada à dinâmica natural dos ecossistemas marinhos, também contribui para o aumento da presença de águas-vivas e outros organismos gelatinosos nessa época do ano. Recomendações A presença desses organismos pode causar preocupação entre banhistas e frequentadores das praias. No entanto, trata-se de um fenômeno natural e sazonal, comum nesta época do ano. O Corpo de Bombeiros orienta que a população evite qualquer contato com águas-vivas, mesmo quando elas aparentarem estar mortas na faixa de areia, já que seus tentáculos podem permanecer ativos e continuar provocando queimaduras e irritações na pele. "O GBMar esclarece ainda que não realiza estatísticas específicas de ocorrências envolvendo águas-vivas, razão pela qual não dispõe de dados consolidados sobre o número de atendimentos relacionados a esse tipo de incidente no litoral paulista", informou por meio de nota. Em caso de contato com águas-vivas e do aparecimento de sintomas como dor, ardência ou irritação na pele, a orientação é buscar atendimento em um posto de guarda-vidas ou em um serviço de saúde para avaliação e adoção das medidas adequadas, conforme orienta a corporação.