[[legacy_image_97090]] O número de passageiros nos ônibus municipais de Santos caiu 54,3% entre 2019 e 2021 (janeiro a julho). Foi de 23,9 milhões de usuários para 10,9 milhões. A queda, que já vinha ocorrendo no início de 2020, foi agravada pela pandemia. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Com essa acentuada diminuição, o transporte público municipal ficou insustentável financeiramente e obrigou a Prefeitura a repassar, este ano, aproximadamente R\$ 4 milhões à empresa Piracicabana, concessionária do sistema, para manter a tarifa em R\$ 4,65. São R\$ 800 mil por mês, até dezembro, para que a passagem não suba R\$ 0,80, para R\$ 5,45. No ano que vem, porém, o aporte do Município para subsidiar o preço da passagem ainda não está definido. O presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos, Antônio Carlos Silva Gonçalves, diz que a partir de 2016, quando entrou o transporte por aplicativo (Uber) entrou na Cidade, começou a ter uma queda de passageiros. “Por causa da pandemia, essa diminuição acentuou muito em 2020 e 2021. Mas tem a questão dos veículos com aplicativos e o deslocamento com bicicletas. Agora vamos esperar normalizar, porque ainda estamos vivendo a pandemia, para avaliar como ficou o sistema de transporte municipal”, diz ele. Segundo o presidente da CET, o reajuste da tarifa, que costuma ser feito em janeiro, não tem ligação com a inflação. Se considera a média do gasto do ano anterior dividido pela média de passageiros. Tornar essa equação sustentável, explica ele, depende de mudanças no sistema. “Já estamos começando a mexer no deslocamento dos veículos, a redução da frota já aconteceu o ano passado. Agora a gente vai rever as linhas, não dá mais para conviver em Santos com linhas circulares, não justifica isso. Tem que ter linhas troncais, com mais rapidez no deslocamento e conexões entre ônibus”. Gonçalves lembra que está prevista para o fim do ano que vem a finalização das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no trecho até o Centro, o que pode colaborar com as conexões. “Podemos fazer isso nas estações do VLT. Em vez de o ônibus percorrer a cidade toda, ele faz de ponta a ponta. Fica mais rápido, circula menos quilômetros”. Ele explica que será feito um estudo para ver quais os horários terão mais ônibus disponibilizados. Essa revisão nas linhas tem como objetivo manter o sistema adequado para a população e tentar baratear a tarifa. “O valor da tarifa começa a pesar muito no bolso do usuário. Essa conta tem que ser diminuída. A prefeitura ficar subsidiando também é um custo não previsto”. Outros dados Houve redução de 53,1% de usuários pagantes (não contabilizados meia passagem escolar e do desconto de domingo) levando em consideração os meses de abril a dezembro de 2019 e o mesmo período de 2020. De 19.687.110 para 9.246.225 passageiros. Com relação aos usuários que pagam meia passagem (estudantes e passageiros que embarcam com cartão transporte aos domingos), a redução foi de 92,7 %. nesse intervalo – de 1.958.691 para 142.421.