[[legacy_image_281807]] Estacionar em local proibido, em cima da faixa de pedestres, muito próximo da esquina, em guia rebaixada, em local de embarque e desembarque. São inúmeros os motivos que podem fazer um veículo ser guinchado. Em Santos, no primeiro semestre deste ano, 4.518 foram levados ao pátio municipal por estarem estacionados de maneira irregular. Mesmo assim, esse número é 11% menor do que os 5.124 guinchados no primeiro semestre do ano passado. A tendência de queda nessas ocorrências também se verifica em outros municípios da região (leia mais abaixo). “Acredito que as pessoas estão respeitando mais as leis (de trânsito) e cometendo menos irregularidades. Não é uma redução grande, mas já é uma redução”, analisa Milton Duarte Antunes, gerente de operações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos. Ele enfatiza o caráter do guinchamento: um dos resultados de uma infração de trânsito. Em Santos, a fiscalização é feita por agentes da CET, da Polícia Militar e da Guarda Portuária. “Estacionar o veículo em local proibido é uma infração de trânsito, o dono do veículo será multado e o automóvel será removido do local”, enfatiza Antunes. [[legacy_image_281808]] Despesas com guinchoAlém da multa por estar infringindo uma lei de trânsito, o dono do veículo que for guinchado tem também as despesas com o guincho e as diárias do pátio. Cada município estipula, por decreto, os valores das taxas. Em Santos, o preço do guincho para motocicletas é de R\$ 297,83; veículos de passeio, R\$ 420,47; caminhonetes, camionetas, vans e congêneres, R\$ 508,07; e caminhões, ônibus, micro-ônibus, reboques, semirreboques e congêneres, R\$ 858,47. Já a diária costuma ser cobrada a partir de 24 horas após o veículo ter sido levado para o pátio. Os valores também aumentam de acordo com o tamanho do veículo, sendo R\$ 29,80 para motocicletas, R\$ 61,32 para veículos de passeio, vans e similares e R\$ 113,87 para os veículos maiores. “Para retirar é necessário pagar a taxa do guincho e a diária de acordo com a quantidade de dias que o veículo ficou no pátio. Se ele for guinchado hoje e retirado hoje mesmo, não tem diária”, explica o gerente de operações da CET-Santos. Prazo máximoNo entanto, se o veículo não for retirado em 60 dias, ele pode ser leiloado. “Tem uma quantidade considerável de veículos aptos para ir a leilão. Primeiro, o Detran precisa autorizar, mas a partir do momento que ele passa dos 60 dias já começam as tratativas”, diz Antunes. Isso acaba acontecendo porque alguns veículos apreendidos também têm outros débitos, como impostos e multas anteriores. Para que o automóvel seja retirado, essas despesas também devem ser quitadas. “Dependendo da quantidade de débitos que o veículo tem, deixa de ser interessante para o proprietário retirá-lo. Esse é o principal motivo para os veículos serem abandonados no pátio”, afirma. Na regiãoEm Praia Grande também houve uma redução da quantidade de veículos guinchados neste primeiro semestre de 2023. Foram 234 levados ao pátio municipal da Cidade neste ano. Já no mesmo período de 2022, foram 443 automóveis. A Prefeitura de São Vicente também registrou queda nas remoções de veículos, de 72 no primeiro semestre de 2022 para 49 em 2023. Diferentemente dos demais municípios citados na reportagem, em Cubatão o proprietário do automóvel que estiver em local irregular é notificado e tem o prazo de 15 dias para retirar o veículo da via. Caso não cumpra a medida, o veículo é guinchado. Foram 44 no primeiro semestre deste ano e 23 no mesmo período do ano passado. A Reportagem também solicitou as informações para Bertioga, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe e Guarujá. Porém, até o final desta edição não havia obtido respostas. Valores arrecadadosEm Santos, a Prefeitura explicou que não recebe repasse do guincho, que o serviço é realizado por uma empresa privada (GP Service), com contratação e gestão de responsabilidade da CET-Santos. Cubatão também informou que os valores não são repassados à Prefeitura, mas alegou que, somando os dois semestres, foram arrecadados R\$ 29.348,28. Já Praia Grande e São Vicente disseram que os valores são repassados às prefeituras. No entanto, Praia Grande informou que “não tem como precisar os valores arrecadados pelas apreensões de estacionamento proibido, tendo em vista que o valor total arrecadado pelo pátio engloba todas as apreensões realizadas pelo Município, Polícia Militar e Polícia Civil”. Já São Vicente informou que arrecadou em 2022 R\$ 34.328,14 e, neste primeiro semestre, R\$ 23.611,83.