[[legacy_image_237516]] Deve ficar para o segundo semestre deste ano a entrega das obras de cinco novos reservatórios de água tratada na Baixada Santista. A previsão é da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com a companhia, as obras, que começaram no segundo semestre de 2021, tiveram seu cronograma alterado. O motivo seria a crise sanitária causada pela variante Ômicron da covid-19 e o conflito entre Rússia e Ucrânia, que prejudicaram a fabricação e a entrega dos reservatórios metálicos, produzidos na Áustria e na Turquia. Em janeiro do ano passado, A Tribuna noticiou que a Sabesp planejava investir R\$ 137 milhões em 2022 na Baixada Santista. Nesse valor, estavam R\$ 42 milhões para a construção de cinco reservatórios em Bertioga, Guarujá, Itanhaém, Santos e Peruíbe, com término previsto para setembro. Ainda segundo a companhia, “de janeiro a setembro de 2022, as nove cidades da Baixada Santista receberam R\$ 329 milhões investidos nos sistemas de abastecimento de água, esgotamento sanitário e uso geral dos sistemas de saneamento, além da preservação do meio ambiente”. Estações de tratamentoTambém estava prevista para o ano passado o término da duplicação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Mambu/Branco, em Itanhaém. Segundo a Sabesp, a estação, que atende ainda os municípios de Peruíbe, Mongaguá, Praia Grande e área continental de São Vicente, segue com obras para duplicação, dos atuais 1,6 mil litros por segundo para 3,2 mil litros por segundo. O investimento previsto é de R\$ 46,7 milhões. Já as obras da ETA Melvi, em Praia Grande, têm previsão de conclusão para o segundo semestre de 2024. Segundo a companhia, são investidos R\$ 61,2 milhões na estação com capacidade de 1,27 mil litros por segundo e tecnologia nova com uso de microturbina para gerar energia elétrica, além da construção de uma estação elevatória de água tratada para bombeamento até o Centro de Reservação Melvi, existente na cidade. Governador que privatizar a SabespTornar a Sabesp uma empresa 100% de capital privado foi um dos objetivos demonstrados pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante a campanha ao Palácio dos Bandeirantes. Após assumir o poder, a intenção começa a ganhar contornos de fato concreto. A reunião com os secretários, na semana passada, deu uma ideia sobre os próximos passos. “Discutimos como iremos dar os contornos aos primeiros estudos que vamos contratar, como a privatização da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) e a desestatização da Sabesp, objetivos que vamos perseguir ao longo do tempo”, falou Tarcísio. A divisão societária da Sabesp, conforme informação no site da empresa, indica que o Governo de São Paulo tem 50,3% da ações. Há 34,4% na Bolsa de São Paulo e 15,3% na Bolsa de Nova Iorque. Atualmente, a Sabesp atua em 375 municípios do Estado de São Paulo, atendendo diretamente uma população de 27,9 milhões de pessoas (28,4 milhões, quando somadas as pessoas atendidas no regime de atacado). A companhia conta com 12.331 funcionários. O valor de mercado, ao final do ano passado, era de aproximadamente R\$ 39 bilhões.