Novo trem, que ligará a Baixada Santista a Sorocaba, é colocado entre as prioridades de investimento (Divulgação / Governo de SP) A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) deu mais um passo no planejamento da expansão do transporte ferroviário de passageiros em São Paulo. A empresa formalizou uma Ata de Registro de Preços para contratar serviços de levantamento aerofotogramétrico planialtimétrico georreferenciado, que servirão de base para os estudos de novas linhas ferroviárias no Estado de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp O mapeamento fornecerá imagens aéreas, modelos digitais do relevo e mapas detalhados, permitindo que técnicos avaliem a viabilidade de futuros projetos ferroviários. Segundo a CPTM, trata-se de uma etapa de planejamento e não representa o início imediato de obras. As informações coletadas integrarão o Plano Estratégico Ferroviário do Estado de São Paulo (PEF-SP 2050), elaborado em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), documento que orientará a expansão da malha ferroviária paulista nas próximas décadas. O extrato do contrato foi publicado no Diário Oficial do Estado na quarta-feira (24). A empresa vencedora da licitação, realizada por meio de pregão eletrônico, foi a Solo Topografia e Georreferenciamento Ltda., com proposta de R\$ 439.999,96. O acordo foi assinado em 18 de junho e terá vigência de 12 meses. Como a contratação foi realizada por meio de um sistema de registro de preços, as demandas pelo mapeamento ocorrerão de forma gradual, conforme a evolução dos estudos técnicos. À medida que os levantamentos forem concluídos, a empresa contratada entregará relatórios, fotografias aéreas de alta resolução e maquetes virtuais do terreno para apoiar as próximas etapas de análise. Cinco áreas estão no radar O Plano Estratégico Ferroviário contempla cinco frentes prioritárias para expansão da malha ferroviária paulista: trens intercidades e regionais; Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs); ampliação das linhas metropolitanas já existentes; trens turísticos e ramais destinados ao transporte de cargas. Segundo a CPTM, a definição de quais projetos terão prioridade dependerá dos estudos de demanda, viabilidade técnica, ambiental e econômica realizados em cada região. Os empreendimentos selecionados serão divulgados após a conclusão das análises e aprovação pelo Governo do Estado. Além das diretrizes gerais, o Plano Estratégico Ferroviário já indica alguns corredores que poderão integrar a futura malha ferroviária paulista. Um dos projetos em estudo prevê a implantação de um ramal ligando diretamente a Região Metropolitana de Sorocaba à Baixada Santista, ampliando a integração regional por meio do transporte sobre trilhos. Outra proposta avaliada é a criação de uma ferrovia entre Sorocaba e Marília. O eixo também foi apontado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) como um dos corredores com potencial para receber futuras operações do Trem Intercidades (TIC). O plano ainda projeta uma nova ligação ferroviária entre o Estado de São Paulo e o Paraná. O traçado preliminar prevê a construção de uma linha totalmente nova (greenfield), partindo de Cajati e seguindo por Barra do Turvo, já em território paulista, antes de entrar no Paraná, com paradas previstas em Campina Grande do Sul, Colombo e Curitiba. De acordo com os estudos, a nova ferrovia poderá funcionar como alternativa à Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), uma das principais ligações entre os dois estados e que registra intenso fluxo de caminhões. Plano será concluído neste semestre O Plano Estratégico Ferroviário segue em desenvolvimento e deverá ser concluído até o fim do segundo semestre de 2026. O documento reunirá diagnósticos, simulações de cenários, estimativas de investimentos e custos operacionais, além de definir uma carteira de projetos considerados prioritários para ampliar a oferta de transporte ferroviário em São Paulo até 2050.