Disponível de graça para celulares iOS e Android, aplicativo SP Mulher Segura já foi baixado 10.309 vezes (Alexsander Ferraz/AT) O aplicativo para celular SP Mulher Segura registrou 1.820 acionamentos do botão de emergência para pedidos de socorro, no Estado, até o mês passado. Por essa ferramenta, destinada a pedidos de ajuda e acesso a serviços de proteção para mulheres vítimas de violência doméstica, houve 949 boletins registrados. O app foi baixado 10.309 vezes, diz a Secretaria Estadual de Segurança Pública. O Mulher Segura ganha destaque neste Agosto Lilás, mês voltado ao combate à violência contra a mulher e para orientar a população a identificar e reagir a situações do gênero. De acordo com o Mapa da Violência da Segurança Pública, o País teve, no ano passado, o maior número de feminicídios desde 2020, com 1.459 casos — uma média de quatro mortes por dia. Lançado no ano passado, o SP Mulher Segura permite registrar boletins de ocorrência 24 horas por dia e dispõe de botão do pânico, recurso destinado a mulheres com medidas protetivas que precisem de ajuda imediata. Acionado, o pedido é registrado pela Polícia Militar, que envia socorro ao endereço, localizado pelo sistema. Como funciona Na página inicial do app, o menu apresenta três funções principais: registro de boletim de ocorrência de violência doméstica contra a mulher, acesso à rede de proteção e SOS botão do pânico. Na área destinada ao boletim, a vítima pode documentar a situação sem precisar sair de casa. É necessário informar dados pessoais, grau de relacionamento com o agressor e número de filhos. O registro é encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O botão do pânico permite acionar rapidamente a PM em casos de emergência. A localização da vítima é enviada e, se o agressor estiver sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, o sistema cruza os dados por georreferenciamento. Caso seja detectada aproximação, o Centro de Operações da Polícia Militar é imediatamente avisado, e uma equipe é enviada ao local. Para acessar o SP Mulher Segura, é necessário realizar login com a conta Gov.br, que também identifica a existência de medidas protetivas vinculadas à usuária. O aplicativo oferece links úteis sobre acolhimento e serviços disponíveis, como os sites da Defensoria Pública, do Ministério Público, da Secretaria de Políticas para a Mulher do Estado e as abas do protocolo Não se Cale e do Portal da Mulher Paulista. A vítima também tem acesso a assistência jurídica gratuita sobre pensão alimentícia e guarda de filhos, rede de abrigo, auxílio-aluguel e serviços de acolhimento e atendimento à saúde. O app é disponível para celulares iOS e Android.