[[legacy_image_42593]] O novo auxílio emergencial deve injetar pelo menos R\$ 52,3 milhões na economia da Baixada Santista. A estimativa foi feita por A Tribuna com base no menor valor pago pelo Governo Federal: R\$ 150,00. Segundo o Ministério da Cidadania, na região, 348.394 pessoas estão aptas a receber o benefício no momento - 39,7% a menos do que em 2020. Mesmo com essa redução, espera-se que parte desse recurso seja destinado ao consumo e aqueça o comércio local. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O saque da primeira parcela pode ser feito até o próximo dia 17 nas agências da Caixa Econômica Federal ou nas casas lotéricas. Os valores variam entre R\$ 150,00 e R\$ 350,00. Este ano, o auxílio terá quatro parcelas. Ano passado, em meio ao terremoto econômico provocado pelo começo da pandemia, foram depositados cinco parcelas de R\$ 600,00 e outras quatro de R\$ 300,00. O presidente da Associação Comercial de Santos (ACS), Mauro Sammarco, relembra que o segmento foi um dos mais impactados pela pandemia. Segundo ele, a injeção de recursos terá “reflexos imediatos, incluindo o ponto de vista social”. “A circulação de novos recursos viabilizará consumo, solução de pequenas pendências, compra de gêneros básicos de alimentação e até mesmo a retomada gradual de atividades, dentro dos limites das normas sanitárias”. As promoções e liquidações promovidas nas últimas semanas, além do Dia das Mães celebrado hoje, já serão um termômetro para comerciantes, que esperam que a ajuda bancada pelo Governo Federal seja um empurrão para o faturamento do setor. A avaliação é do presidente da Associação Comercial de São Vicente, Alcides Antonelli. “Já percebemos um entusiasmo forte com o dinheiro extra chegando e uma demanda reprimida, com as pessoas com vontade de ir às lojas”, diz Antonelli, acrescentando que o auxílio “vai trazer um movimento maior para o comércio daqui para a frente”. Ponderação O presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Omar Abdul Assaf, também aposta em melhora, porém nada semelhante ao ocorrido em 2020, uma vez que os valores são menores. “Desde que reabrimos, o movimento não vem bem. É falta de dinheiro na praça. Mas esse novo auxílio e o 13º salário dos aposentados, que também chegará ao mercado este mês, será uma combinação boa. Não é um superaquecida, mas, juntos, darão uma movimentada no cenário atual”. Escolhas Para a economista e professora do curso de Administração da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Fernanda Coelho, o momento será de escolhas, uma vez que as necessidades são maiores que os recursos disponíveis. “Por isso, além do consumo básico, como alimentação, a preferência vai ser o abatimento de uma dívida ou até guardar esse dinheiro para uma situação de necessidade. As escolhas estarão, possivelmente, respeitando essa lógica”.