[[legacy_image_185317]] Os índices de mortalidade infantil têm caído na Baixada Santista nos últimos cinco anos, de acordo com levantamento de A Tribuna. Entre os nove municípios da região, destaque para Mongaguá, que apresentou o menor coeficiente nos cinco primeiros meses deste ano, de 5,8 por mil nascidos vivos. E Santos, com 7,4 por mil nascidos vivos, o menor número registrado na história da Cidade desde que os dados começaram a ser compilados, em 1990. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Referentes ao período de janeiro a maio, os índices foram apresentados no dia 25 de maio passado pela Diretoria Regional de Saúde da Baixada Santista, na reunião do Comitê de Mortalidade Regional. “Esse índice é resultado de todo o trabalho que vem sendo realizado, tanto nas Unidades Básicas quanto no Centro Médico e no Pronto-Socorro Infantil do Hospital. Nosso destaque são a pediatria e o pré-natal de alto risco. Além disso, o assunto sempre foi uma pauta importante para Mongaguá. Temos o Comitê Municipal de Mortalidade Infantil, que sempre atua nos debates sobre o assunto”, avalia o diretor de Saúde de Mongaguá, Marcelo Marco. Levando em conta os últimos cinco anos, a redução dos índices em Mongaguá também é significativa, já que, em 2017 e 2018, a Cidade registrou 23,91 e 20,43, respectivamente, por mil nascidos vivos. No ano passado, fechou os 12 meses com a marca de 17 mortes por mil nascidos vivos.Confira o índice por cidades da região, clicando aqui SantosPara chegar ao menor índice de sua história (7,4), a Prefeitura de Santos informou que o cenário considerou 1.481 nascidos vivos e 11 mortes de bebês com menos de 1 ano de vida até maio. Esses dados estavam sujeitos a alterações, caso novas notificações de nascimentos ou óbitos fossem encaminhadas pelos cartórios ou serviços de saúde à Seção de Vigilância da Mortalidade Materna Infantil da Secretaria de Saúde (SMS). Segundo o secretário de Saúde, Adriano Catapreta, a Prefeitura trabalha para reduzir ainda mais o índice. “Planejamos a ampliação do programa de estimulação precoce dos bebês prematuros e novas capacitações voltadas ao pré-natal, para oferecer ainda mais qualidade na assistência às mães e bebês, da descoberta da gestação ao pós-parto”. O aprimoramento do Programa Mãe Santista, lançado em 2013, a ampliação da assistência materno-infantil nos últimos anos, como a abertura do Complexo Hospitalar dos Estivadores, em 2017, e a implantação do programa Recém-Nascido de Risco, que acompanha a evolução dos bebês até os 2 anos de idade, são apontados pelo Município como fatores determinantes para a redução de mortes. “O resultado dessas ações, com a expansão dos equipamentos de saúde, capacitação profissional contínua e aumento dos postos de serviço, se traduz nos índices que temos alcançado”, diz o prefeito Rogério Santos (PSDB). [[legacy_image_185318]] AcompanhamentoSão Vicente é a cidade que apresenta o terceiro menor coeficiente de mortalidade infantil em 2022 (9,8 para cada mil bebês nascidos vivos). Para a médica e diretora de Atenção Básica, Paola Bueno Canas, a redução se deve a um conjunto de ações realizadas pela Secretaria de Saúde, por intermédio de profissionais da Maternidade Municipal e da Atenção Primária, que acompanham as gestantes que apresentam gravidez de risco, identificadas no primeiro atendimento nas unidades de saúde. Casos de maior risco são encaminhados à Maternidade Municipal ou ao Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, que é referência para gestações de risco na Baixada Santista. Neste ano, para um acompanhamento mais eficaz, as médicas da Maternidade Municipal assumiram a Central Obstétrica de Atendimento Secundário, que funciona dentro da Unidade Básica de Saúde Central. Três obstetras da maternidade compõem o Coas, que também tem ajuda e parceria de grupo de alunos da Faculdade de Medicina da Fundação Lusíada. Cubatão (11,27 por mil nascidos vivos neste ano) reduziu os índices nos últimos anos. A Secretaria de Saúde destaca a formação do Grupo Técnico de Saúde da Mulher e Criança, em novembro, para treinamento contínuo de profissionais de enfermagem em pré-natal e atualização do protocolo de identificação de risco. O Município também tem revisado o protocolo de sífilis, para rápida identificação e início de tratamento para reduzir os casos de sífilis congênita. Em Bertioga, de janeiro a maio, foram cinco óbitos entre as 401 crianças nascidas, resultando no índice de 12,46. A menor marca nos últimos cinco anos (12,34) foi registrada no ano passado. As principais causas de morte estão relacionadas a prematuridade, infecções, malformações e início tardio das consultas de pré-natal. A Secretaria de Saúde tem feito capacitação da equipe, busca ativa de gestantes faltosas, ampliação da equipe multiprofissional e a adoção de serviços no Centro de Atenção à Saúde da Mulher. Mais altosEm Praia Grande, a marca deste ano (13,3) é próxima da verificada em 2021 (12,8) e acima da menor do último quinquênio (10,5), em 2020. A Secretaria de Saúde cita, entre as iniciativas para reduzir os indicadores, a criação de um grupo de trabalho que monitora casos de óbitos de bebês, a central telefônica Acolhe PG (162), que acompanha gestantes de risco, e a Alta Responsável, em que criança e mãe saem do hospital com consulta agendada na Unidade de Saúde da Família. Os números em Guarujá também vêm caindo, mas o índice de 14,8 registrado neste ano é o maior da região. A Prefeitura salienta a redução de quatro pontos entre 2019 e 2021 e aponta a marca atual como uma “estimativa de progressão em 2022”. Conforme a Secretaria de Saúde, a redução da mortalidade envolve aspectos como vulnerabilidade social, drogadição e gestantes faltosas no pré-natal. O órgão tem qualificado profissionais, melhorado a assistência hospitalar e incentivado o aleitamento materno.