Uma das recomendações gerais é evitar banho de mar em praias consideradas impróprias pela Companhia Ambietnal do Estado (Cetesb) (Vanessa Rodrigues/AT) A escalada do norovírus na Baixada Santista não é regular. Os atendimentos a pacientes caíram em parte da região, na comparação entre os dois finais de semana de 2025 (dias 3 a 5 e de 10 a 12 de janeiro), enquanto, em outras cidades, houve crescimento. As informações foram enviadas por prefeituras a pedido de A Tribuna. Em São Vicente, por exemplo, o total caiu: 406 casos entre os dias 10 e 12, contra 458 de 3 a 5 de janeiro. Em Guarujá, também houve queda: atenderam-se 548 casos de virose no dia 4 e 778 no dia 5. No último sábado, foram 274 atendimentos e, no domingo, 246. Também houve diminuição em Mongaguá. Foram 2.722 atendimentos entre os dias 10 e 12, e 3.540 entre 3 e 5. Redução, ainda, em Itanhaém, com 346 registros entre os dias 10 e 12, contra 507 entre os dias 3 e 5. Em alta Outras cidades tiveram crescimento. Caso de Cubatão, que subiu de 420 atendimentos no primeiro final de semana do ano para 427 no último. Bertioga observou aumento de 133 casos no Hospital Municipal, entre os dias 3 e 5 de janeiro, para 199 casos entre os dias 10 e 12 — levando em conta atendimentos por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível e outras gastroenterites e colites. Santos, somando os atendimentos das três unidades de Pronto Atendimento (UPAs Central, Zona Leste e Zona Noroeste), contabilizou 516 entre os dias 3 e 5 de janeiro, ante 595 entre os dias 10 e 12. No total deste ano, até domingo, somando ainda o número Complexo Hospitalar dos Estivadores, ocorreram 2.837 atendimentos por doenças diarreicas agudas. Praia Grande e Peruíbe não enviaram números até o fechamento desta edição. Explicação Para o médico infectologista e professor da Inspirali Educação, Evaldo Stanislau, não há um sistema de notificação robusto que corrobore uma queda concreta dos casos de norovírus na Baixada Santista. Mas observa que, conforme o noticiário, cai a intensidade do atendimento em prontos-socorros. “Isso pode ser multifatorial. Porém, é mais provável que seja porque muitos turistas já foram embora ou nem vieram e porque muitas pessoas, diante das noticias e orientações pela mídia e por redes sociais, estão mais cautelosas com alimentos e mais cuidadosas com a higiene das mãos”, diz. Segundo ele, o norovírus é de transmissão, sobretudo, entre pessoas em ambientes de confinamento. Mas tem havido descrições de surtos mais frequentes no mundo, pois falta de saneamento e de água potável também levam a infecções. “No interpessoal, temos o convívio com toques de mãos com mãos ou objetos ou superfícies e, depois, as mãos levadas à boca. Certamente, temos um saneamento precário, sobrecarregado na temporada, contágio de alimentos e água, já contaminados no preparo ou, secundariamente, no manuseio. E a aglomeração, algo comum no convívio de turistas em apartamentos e casas de veraneio. Restaria saber qual a fonte primária do norovirus”, acrescenta. Extubada, turista continua em UTI de Guarujá A turista de Taquarituba (SP) Caroline Costa Rolim, de 20 anos, que está internada no Hospital Guarujá com sintomas de gastroenterite, foi extubada por volta das 11 horas de domingo. Ainda está na UTI, conforme publicação do irmão, Rodrigo, em uma rede social. “Ela teve muitas melhoras. Ainda não consegue falar devido ao tempo de intubação, mas conversou bastante por gestos e está escrevendo para se comunicar, tanto com os médicos e enfermeiros como com nós (sic) da família”, diz Rodrigo, no texto. Na mensagem, o irmão pede a continuidade das orações por Caroline, especialmente no período de 48 horas após a extubação, consideradas “críticas”, pois os médicos têm que “examinar frequentemente para saber se está tudo bem”. A turista está internada desde o dia 4. Ela veio à região com familiares e amigos para passar o Ano-Novo na praia. De acordo com a Prefeitura, a jovem deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Rodoviária com sintomas de virose, foi medicada, diagnosticada com diabetes e encaminhada à rede particular.