Sem as balsas e a barcas, moradores tiveram de recorrer às catraias para fazerem a travessia entre Santos e Guarujá, o que provocou grandes filas (Janaína Paiva/TV Tribuna) Fenômeno que tem sido recorrente nas cidades do Litoral de São Paulo, o nevoeiro voltou a dar as caras na manhã desta quinta-feira (22) e a impactar diversas atividades, gerando transtornos. Desde a madrugada, as travessias de balsas Santos-Guarujá e Guarujá-Bertioga estão paralisadas, a exemplo do serviço de barcas entre Santos e o Distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá. Também foi suspensa a navegação no Porto de Santos. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil), o Departamento Hidroviário (DH), responsável pelas travessias, informa que “é necessário aguardar a melhora das condições climáticas para o retorno da operação, garantindo assim a segurança dos usuários e das tripulações”. Em nota enviada para A Tribuna, a pasta comunicou que as balsas estão suspensas desde às 4h11 e as barcas desde às 5h09. Em imagens obtidas pela Reportagem, é possível ver que a suspensão da operação das balsas e barcas gerou grandes filas tanto em Santos quanto em Guarujá, onde a fila de motos para acessar a travessia de balsas se estendeu por cerca de 1,5 quilômetro. Um dos vídeos mostra uma grande quantidade de moradores se dirigindo às catraias, que se tornaram a única alternativa para quem deseja ir de um município a outro pelo mar. O impacto do nevoeiro também foi sentido no Porto de Santos. Segundo a Capitania dos Portos de São Paulo, às 4h50, a navegação no canal do Porto foi interrompida devido à baixa visibilidade, que chegou a ficar abaixo de 500 metros. A entrada e saída de navios no canal do Porto foi liberada, conforme a Autoridade Portuária de Santos (APS), às 12h10. Ainda segundo a APS, navios cargueiros começaram a sair, e depois entrar, às 13h30. No trânsito, por outro lado, as condições climáticas não afetaram a operação do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Segundo boletim divulgado pela Ecovias, administradora do SAI, às 7h30, a visibilidade é boa nas rodovias do Litoral de São Paulo. -Nevoeiro Litoral SP (1.431186) Entenda o fenômeno Os nevoeiros que têm atingido a Baixada Santista são constituídos pela umidade condensada próximo ao solo. Para que o fenômeno se forme, é necessário que a umidade relativa do ar esteja acima de 90%. "A diferença de temperatura na faixa litorânea, onde as temperaturas caem bastante pela manhã, junto com a alta umidade, favorece a formação da neblina", explica o meteorologista do Instituto Climatempo, Guilherme Borges. De acordo com o meteorologista, há uma diferença entre nevoeiro, neblina e névoa. "Quando a visibilidade está abaixo de mil metros, chamamos de nevoeiro; entre mil e três mil metros, é considerada neblina; e acima disso, seria névoa", esclarece. Borges explica, além disso, que essas condições são típicas do inverno brasileiro, quando as noites e madrugadas são mais longas comparadas ao dia. "Essa sequência de dias quentes, com aumento das temperaturas à tarde, facilita a formação do nevoeiro, e o fenômeno é bastante comum na região", concluiu o meteorologista. Veja imagens -Nevoeiro paralisa porto de balsas (1.431178)