Em números absolutos, mulheres representam 772.003 votantes na região. Em Santos, são 56% do total (Rovena Rosa/Agência Brasil) As mulheres formam a maioria do eleitorado nas nove cidades da Baixada Santista, segundo a Justiça Eleitoral. Em números absolutos, elas representam 772.003 votantes. Em Santos, as mulheres correspondem a 56% do eleitorado. Em Praia Grande elas representam 55% e, em São Vicente, 54%. Percentuais semelhantes também ocorrem nas demais cidades da região: 53% em Guarujá, 52% em Cubatão, 54% em Mongaguá, 54% em Itanhaém, 54% em Peruíbe, e 52% em Bertioga. Os números têm relação com a realidade do Estado e a do País, onde as mulheres representam 53% do eleitorado. Por cidade Os dados da Justiça Eleitoral apontam a quantidade de eleitoras registradas em cada município da região. Em Santos, maior cidade local, são 190.302 mulheres aptas a votar. Em Praia Grande, o número chega a 141.771, enquanto em São Vicente são 137.671. Em Guarujá, o total de eleitoras é de 125.391. Em Cubatão são 46.564. Itanhaém registra 44.953 mulheres aptas a votar. Peruíbe soma 31.561. Em Mongaguá são 26.950 eleitoras e, em Bertioga, 26.840. O que pensam Para eleitoras, a representatividade e a discussão de políticas voltadas às mulheres pesam na hora de escolher candidatos. Moradora de São Vicente, Maria Aparecida, de 54 anos, afirma que pretende observar com mais atenção as propostas voltadas à proteção feminina. “Eu conheço muitas mulheres que já passaram por situações de agressão ou ameaça. Acho que quem pede voto precisa mostrar que vai fazer alguma coisa de verdade. Políticos com esse histórico de violência também não podem nos representar em qualquer cargo. É bom conhecer o passado do candidato”, diz. Juliana Ribeiro, de 32 anos, de Praia Grande, também diz considerar importante que candidatos discutam temas ligados à realidade feminina. “Quando eu vou escolher meu candidato, eu presto atenção se ele fala sobre isso. Quem vive como mulher sabe das dificuldades e do medo que sentimos.” Ao comentar recentes casos de violência doméstica e de feminicídio onde mora (leia mais na página 13), ela pensa que políticos precisam endurecer punições. “Praia Grande teve quatro casos (três mortes e uma agressão) em menos de uma semana. Os representantes precisam criar leis para punir os autores e educar os homens que ainda estão crescendo, com leis voltadas à educação”. Carla Mendes, de 41 anos, moradora de Santos, destaca que o peso do eleitorado feminino pode influenciar a agenda política. “A violência contra a mulher é um problema sério e precisa de políticas consistentes. Quando as mulheres participam mais e cobram, a chance de essas pautas avançarem é maior”, julga a eleitora.