[[legacy_image_356438]] O setor de bares e restaurantes da Baixada Santista tem boas expectativas para o Dia das Mães. O núcleo regional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) prevê que o movimento nesses estabelecimentos deve crescer 20% em comparação com o ano anterior, mesmo índice projetado para o País. Na região, mais de 10 mil endereços do segmento estão preparados para receber famílias em almoços ou jantares comemorativos da data. As boas perspectivas são comemoradas por representantes do setor na região. “As expectativas para o Dia das Mães são sempre positivas, já que é uma ocasião muito mais rentável para bares e restaurantes do que o Dia dos Pais, por exemplo. Isso ocorre porque, em outras datas festivas, as mães geralmente preparam as refeições em casa para a família, enquanto, no Dia das Mães, os filhos as levam para comer fora”, diz o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista e Vale do Ribeira (SinHoRes), Heitor Gonzalez. “Com isso, os estabelecimentos costumam ficar lotados o dia inteiro, inclusive na véspera, quando muitos optam por celebrar com suas mães antecipadamente”, complementa. TendênciaConforme a Abrasel Nacional, a projeção feita na Baixada Santista está de acordo com o previsto para todo o País. Levantamento feito pela associação aponta que empresários brasileiros do setor estão otimistas. Entre os entrevistados, 77% planejam abrir as portas e, desse total, 78% esperam superar o faturamento de 2023. O aumento previsto para a região é semelhante ao esperado em nível nacional. O índice Abrasel-Stone, que monitora o volume de vendas, ouviu 3.069 empresários entre os dias 22 e 29 de abril. A pesquisa registrou elevação de faturamento de 5,2% em março, quando comparado ao de fevereiro. De acordo com a associação, havia 31% de empresas no vermelho em fevereiro, número que caiu para 25% em março. Outras 40% ficaram com as contas equilibradas e 35% declararam lucro. Para 52% dos empresários, o faturamento foi maior em março. Os dados de abril ainda estão sendo computados. DesafiosApesar de números positivos, o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, faz uma ressalva quanto ao número de empresas que tiveram prejuízo. “Este número ainda é extraordinariamente alto. Quase dois terços do setor não conseguiram obter lucro em março. E temos situações que precisam de atenção especial, como a do Sul do País, com uma crise humanitária por causa das chuvas.” A inflação apresentou um desafio significativo para o setor, com quase 57% dos entrevistados revelando dificuldades em acompanhar o aumento inflacionário de 1,42% no primeiro trimestre deste ano. Dentro desse grupo, 40% não puderam ajustar seus preços de cardápio, enquanto 17% tiveram que fazer correções abaixo da inflação. Outros 34% conseguiram aumentar os preços conforme a inflação, enquanto 9% os corrigiram acima do índice. Esses números refletem a pressão econômica sobre os estabelecimentos e as estratégias variadas adotadas para lidar com a situação, de acordo com a Abrasel.