Consideram-se registros em vias rodoviárias (56), urbanas (54) e de localização não informada (oito) (Vanessa Rodrigues/AT) A Baixada Santista registrou 118 mortes no trânsito entre janeiro e maio deste ano, alta de 1,7% em relação ao mesmo período de 2025. Dos óbitos, 53 foram de motociclistas, 12,8% a mais do que nos cinco primeiros meses do ano passado. Os dados são do Infosiga, sistema do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), e consideram vias urbanas e rodoviárias. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Houve, ainda, 39 óbitos de pedestres (+2,6%), 16 de ciclistas (-5,9%) e 9 de ocupantes de automóveis (-18,2%). Não se discriminou se um dos mortos estava a pé ou em veículo. Entre as nove cidades, Praia Grande registrou o maior número de mortes: 24, com queda de 4%. Depois, Guarujá (21 mortes), Santos (16), São Vicente (13), Cubatão (11), Mongaguá e Peruíbe (dez cada), Itanhaém (sete) e Bertioga (seis). Segunda colocada em óbitos, Guarujá teve o maior crescimento de vítimas fatais na comparação com janeiro a maio de 2025: 75% (de 12 para 21). Do total, 16 foram de motociclistas, 166,7% a mais do que em 2025. Perfis e exemplos Em Santos, por exemplo, as 16 mortes entre janeiro e maio foram número 6,7% superior ao do mesmo período do ano passado. O levantamento mostra, porém, mudanças no perfil das vítimas. Os óbitos de pedestres aumentaram 150% (cinco), e os de ciclistas, 300% (quatro). Mas o total de motociclistas mortos caiu 28,6% (para cinco), e o de ocupantes de automóveis, 33,3% (para dois). Em São Vicente, registraram-se 13 mortes no período, queda de 31,6% em relação aos cinco primeiros meses de 2025. Os motociclistas continuaram sendo as principais vítimas, com sete mortes, aumento de 16,7%. Em Cubatão, o número de mortes diminuiu 26,7%, mas o de pedestres dobrou, para quatro. Praia Grande manteve os motociclistas como principal grupo entre as vítimas fatais: 12, mesmo número do ano passado. Entre os municípios que registraram crescimento no número de mortes estão Mongaguá (dez, com alta de 150%) e Bertioga (com seis, ante uma em 2025). Em Mongaguá, a elevação foi observada, principalmente, entre motociclistas, cujo número de mortes aumentou 300%, e pedestres, com alta de 150%. Em Bertioga, não morreram pedestres nos primeiros cinco meses. Itanhaém teve a maior redução proporcional de mortes na região: 46,2%, com sete óbitos neste ano, ante 13 de janeiro a maio do ano passado. Caíram pela metade as mortes de pedestres, não houve óbitos de ciclistas e se mantiveram estáveis os casos envolvendo motociclistas. Peruíbe também encerrou o período com redução no número total de mortes: dez, ou 16,7% a menos do que no ano anterior (12). Apesar disso, as mortes de pedestres triplicaram, chegando a seis registros. Em contrapartida, as mortes de motociclistas caíram 80%, e as de ciclistas, 33,3%. Os dados também mostram resultados distintos ao longo dos meses. Em Santos, o número de mortes variou de dois a quatro por mês, com os maiores registros em janeiro e abril. Em Praia Grande, de três a seis mensais. Em Guarujá, março foi o mês mais crítico, com oito mortes.