Morreu nesta segunda-feira (5), aos 91 anos, o médico patologista, sócio-fundador do Instituto de Análises Clínicas de Santos (Iacs) e ex-presidente da Pinacoteca Benedicto Calixto Mario Flávio Leme de Paes e Alcântara. Ele estava internado desde a semana passada no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, após sofrer uma queda em sua residência, em Santos, e ter complicações do quadro clínico depois de passar por um procedimento cirúrgico. Até o fechamento desta edição, não havia informações sobre velório e funeral. Nascido em São Paulo, no dia 5 de setembro de 1935, Mario Flávio se mudou com a família para São Vicente aos 3 meses de idade. Estudou em escolas tradicionais da região, como Martim Afonso, Santista e Canadá, antes de ingressar na Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo. Mario Flávio foi presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (1981-1983), presidente da Associação Latino-Americana de Patologia Clínica (1992-1994) e diretor da Associação Mundial de Sociedades de Patologia e Medicina Laboratorial (2003-2009). Sócio-fundador do Iacs, criado em 1970, ao lado de Alberto Augusto Guimarães Gonçalves, Mario Flávio fez da empresa uma referência na região. A tradição do Iacs teve como origem o Laboratório Paes e Alcântara, fundado em 1929 pelo pai, o médico Sebastião Paes e Alcântara. A trajetória do Iacs levou Mario Flávio a receber em 2019 a Medalha de Honra ao Mérito Braz Cubas, maior comenda concedida pelo Legislativo santista. O autor da homenagem foi o então vereador Braz Antunes. Cultura Mario Flávio Leme de Paes e Alcântara foi presidente da Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos, de 2010 a 2014. Na sua gestão, criou o Cine Calixto, os leilões beneficentes de arte, a consolidação da Exposição Nacional de Artes Plásticas de Santos e a implantação do projeto Livro Livre, voltado ao estímulo da leitura e à circulação de obras literárias entre o público. Em 23 de julho de 2023, A Tribuna registrou outra paixão de Mario Flávio: o projeto de restauração de um antigo casarão, localizado na esquina das ruas Constituição e Sete de Setembro, no Paquetá, em Santos. Dono do imóvel, ele acompanhou, durante quatro anos, o projeto da minuciosa reforma, comandado pela arquiteta Daniela Olivan, que resgatou o prédio.