Em Santos, o resultado das urnas foi diferente do nacional (Vanessa Rodrigues/AT) Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), moradores de Santos ouvidos por A Tribuna apontaram suas expectativas e preocupações para o próximo mandato. Entre as prioridades, eles citaram geração de empregos, segurança pública e assistência social, saúde e educação. Em Santos, o resultado das urnas foi diferente do nacional. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 137.805 votos no segundo turno, o equivalente a 52,15% dos votos válidos na Cidade, e Lula, 126.438 (47,85%). O entregador Alexsandro do Carmo Afonso, de 51 anos, afirmou não ter esperanças quanto ao próximo governo. Para ele, um dos principais desafios será a geração de empregos. “O povo precisa trabalhar, senão o País não produz”, diz. Agostinho: segurança, economia; Maria: salário é insuficiente; Luciana: expectativas e desafios; Nicholas: combate ao crime (Sílvio Luiz/AT) A advogada Isabela Reis, de 29 anos, também demonstrou preocupação com as relações de trabalho. “Espero que tenha esse olhar duplo, não só focando no colaborador, mas também na empresa, para que todo mundo consiga ter dignidade, respeito e um futuro melhor.” A assistente social Luciana Machado Werneck, de 51 anos, disse ter grandes expectativas para o próximo mandato, embora reconheça desafios para aprovar propostas em um Congresso Nacional mais à direita. “Acho que devemos continuar na nossa mobilização social para pressionar mais a Câmara dos Deputados, o Senado e apoiar o governo, para que seja um governo com participação popular”, afirmou. Ela também destacou a importância de políticas voltadas ao meio ambiente, à saúde e à educação. A contabilista Valdineia Juarez de Oliveira, de 72 anos, se disse esperançosa, mas preocupada com a assistência social. “Acho que a assistência social está muito carente, a gente sente muita falta disso”, declarou. A segurança pública também apareceu entre as prioridades apontadas pelos entrevistados. O estudante de Direito Nicholas Veiga, de 21 anos, defendeu medidas de combate ao crime organizado e mudanças na legislação penal. “Acredito que deve haver o combate ao crime organizado e, talvez, uma reforma do processo penal”, afirmou. Alexsandro: é preciso emprego; Isabela: dupla visão no trabalho; Valdineia: mais assistência social; Nivio: aposentadoria melhor (Sílvio Luiz/AT) “É preciso melhorar a segurança pública, principalmente, e a economia”, disse o taxista Agostinho Luccas, de 52 anos. Entre os aposentados, as despesas com saúde e o valor dos benefícios também geram preocupação. “O que se ganha vai mais para farmácia e médico”, afirma Nívio de Sousa, de 83 anos. A aposentada Maria da Conceição do Nascimento, também de 83 anos, espera um aumento da pensão para conseguir arcar com as despesas. “A gente, com esse salário, não dá para passar. Eu passo porque meus filhos me ajudam”, relata.