[[legacy_image_120074]] Um grupo de metalúrgicos protestou, na manhã desta quinta-feira (4), contra mudanças propostas pela Usiminas no plano de saúde de aposentados da empresa. As alterações podem até dobrar o valor pago mensalmente pela assistência médica. A manifestação ocorreu na frente da sede do sindicato, na Avenida Ana Costa, em Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com o presidente do Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos, Claudinei Gato, as alterações afetam 5.200 pessoas. "O processo de mudança do plano já vem desde 2012. Querem colocar um serviço pior por um preço ainda maior". Com as mudanças, o valor pago por alguns aposentados pode até dobrar. Segundo o sindicato, diversos hospitais que atendiam no plano atual deixarão de aceitar o convênio. "Há muita gente com câncer ou com problemas no coração, por exemplo. São doenças adquiridas durante o trabalho na antiga Cosipa, devido às condições de trabalho", afirma Claudinei. Ainda segundo o presidente, a Usiminas estabeleceu prazo até 30 de novembro para que os aposentados façam a adesão. Quem não aderir ficará sem convênio. "Ou aceita um plano mais ou menos ou fica sem. Ou paga o plano ou vai conseguir comprar comida". [[legacy_image_120075]] Outro ladoEm nota, a Fundação São Francisco Xavier e a Usisaúde informam que o encerramento do plano Cosaúde segue uma autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em última instância. Tal medida foi tomada com o objetivo de redesenhar o sistema de saúde, devido ao desequilíbrio financeiro do Cosaúde, provocado por uma ação na justiça movida pelo Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos em 2012 que impediu a aplicação dos reajustes necessários ao longo dos anos. Para garantir o atendimento aos participantes do Cosaúde e em cumprimento à decisão judicial, foram criadas duas alternativas de produto: Essencial e Saúde Usiminas II. Segundo a Fundação e a Usisaúde, as soluções oferecidas aos aposentados e pensionistas, público majoritário dentro daqueles que serão atingidos pela mudança, foram construídas de forma conjunta, ouvindo todos os envolvidos e as entidades representativas. Diversos benefícios serão ofertados, entre eles a não cobrança da carência, o subsídio de parte do valor que será reajustado a quem recebe até R\$ 3,5 mil mensais pelo INSS, entre outros. "Importante destacar que os procedimentos agendados a partir de 1º de dezembro não terão cobertura do Cosaúde e os beneficiários terão até 30 de novembro para realizar as adesões aos novos planos".