[[legacy_image_264774]] Uma vida nova, mas com traumas e feridas que ainda precisam ser curados. A adolescente Geovanah Cícera Gomes Barros, de 14 anos, vítima de um acidente com jet ski em Guarujá, litoral de São Paulo, completa um mês de alta médica neste sábado (6). Ela foi resgatada em uma caverna pelo guarda-vidas Rafael Menezes Ribeiro, cabo do Corpo de Bombeiros. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Desde a saída do hospital, Geovanah comemorou o aniversário de 14 anos, no dia 9 de abril, com a família, juntamente com a Páscoa. Moradora do bairro Guaianases, na Zona Leste de São Paulo, ela também se encontrou com o cabo Rafael em um shopping da Capital, no dia 19. A mãe de Geovanah, Ester Correa, conta que a filha ainda sente dificuldades para caminhar devido aos impactos que sofreu no acidente. A menina também lida com traumas psicológicos e passará por processo terapêutico. "O dia a dia dela tem sido bem difícil. Ela tem dificuldade para andar, porque às vezes ela sente dor. Começa a ter tremores na perna por ter batido demais na caverna de água. De vez em quando a perna começa a tremer. Tento andar devagar com ela", explica a mãe. Conforme conta Ester, as dores chegaram a impedir Geovanah de ir regularmente à escola. Em uma das aulas, a adolescente teve um mal-estar, apresentando dor de cabeça, vômitos e febre, e precisou voltar para casa. "Ela sente falta de ar. À noite não tem sido fácil. Ela tem tido muitos pesadelos. Acorda chorando. Já falou até que não queria estar viva para sentir essa sensação e lembrar das coisas que ela passou dentro dessa caverna", conta Ester. Escoriações pelo corpo Apesar de grande parte das escoriações já terem desaparecido, a mãe relata que Geovanah ainda apresenta manchas pelo corpo e uma lesão na perna. "Ela tá com bastante mancha no corpo, manchas rochas, brancas. Só uma lesão na canela que não fechou, mas a gente tá cuidando pra fechar. Depois da alta, ela tem que fazer um tratamento psicológico. Vai ser algo recorrente na vida dela por um bom tempo". [[legacy_image_264775]] Traumatizada, mas sem medo do mar Mesmo com o psicológico abalado por conta do acidente, Geovanah quer voltar às águas da Baixada Santista. Mas, segundo a mãe, com apoio do cabo Rafael, que a resgatou entre as rochas. "O trauma dela tem sido psicológico, mas ela não tem medo de voltar pro mar. Até pretende. Mas ela quer voltar com o cabo Rafael do lado dela, porque tem medo de se afogar. É um recomeço mesmo, tivemos que começar do zero pra colocar tudo em ordem. Não tem sido fácil, mas a gente vai dar a volta por cima", declarou Ester Relembre o acidente Geovanah passeava de jet ski com o pai em Guarujá, no dia 27 de março, uma segunda-feira. Eles passavam próximo ao Mirante do Morro da Campina, região conhecida como Morro do Maluf, quando foram atingidos por uma forte correnteza que os derrubou da moto aquática. O pai foi resgatado com apoio de outro jet ski do Corpo de Bombeiros, mas Geovanah foi levada para uma zona de pedras. Os guarda-vidas precisaram do apoio de uma corda para retirar a adolescente. Nesse intervalo, o cabo Rafael Menezes pulou no mar para ter acesso a zona rochosa, procurar e encontrar a adolescente. Dias após os fatos, Rafael e Geovanah se reencontraram no hospital, quando ela ainda estava internada.