[[legacy_image_147212]] A dor de garganta tem sido um sintoma bastante associado à variante Ômicron da covid-19. A cepa, que se tornou predominante no mundo, preocupa devido a sua grande facilidade de transmissão. Médicos da Baixada Santista ouvidos por A Tribuna apontam que os sintomas do coronavírus podem variar conforme o tipo de vírus. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Leonardo Weissmann, aponta que a Ômicron tende a se multiplicar mais em células respiratórias altas, na região da garganta, do que nos pulmões. "A dor de garganta tem se mostrado um sintoma bastante comum com a variante Ômicron, além de outros sintomas respiratórios superiores leves, como congestão nasal e espirros. O período médio de incubação da Ômicron parece ser ligeiramente mais curto, com os primeiros sintomas aparecendo em cerca de três dias após o contato com o vírus", explica. Dados do Zoe Covid Symptom Study, projeto do Reino Unido que colhe informações dos sintomas de pessoas com covid-19 pela internet, mostram que, até o fim de dezembro, 57% dos infectados pela variante Ômicron tiveram dor de garganta. A infectologista Elisabeth Dotti destaca que a Ômicron se disseminou durante um surto de gripe (Influenza), que apresenta indícios semelhantes. "As pessoas acabaram pegando as duas, e os sintomas se misturaram. A Ômicron tem dor de garganta, coriza, mas, apesar disso, o vírus é o mesmo", afirma. Mudanças de sintomasLeonardo Weissmann ressalta que os sintomas da covid-19 podem mudar conforme as mutações do coronavírus. "Quando predominavam as infecções pela da variante Alfa, falava-se muito em perda do olfato e do paladar. Atualmente, verifica-se muito mais gente com sintomas de infecções de vias aéreas, parecidos com os de resfriados e gripes", relata o infectologista. Ao longo da pandemia, sinais como febre, dor de cabeça, perda de olfato e paladar, tosse seca e dor de garganta já se apresentaram como possibilidade de covid-19. RecomendaçõesUso de máscaras, distanciamento social, higienização das mãos e vacinação completa (duas doses mais a de reforço) continuam a ser as principais armas para combater a covid-19. "A maior parte dos casos de internados em enfermaria e UTI (Unidade de Terapia Intensiva) é de pessoas que não se vacinaram ou não completaram as três doses", alerta Elisabeth, ao afirmar que mesmo vacinados podem contrair a doença, mas tendem a sofrer consequências mais leves.