[[legacy_image_43591]] A média móvel de novos casos de coronavírus caiu 21,1% entre o dia 5 de maio e esta terça-feira (11), com 283 registros por dia. Na semana anterior, de 8 de abril a 4 de maio, eram 359 diários. Os dados foram apurados pela Reportagem com base nos números oficiais divulgados pelas prefeituras. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Já a média de mortes em sete dias não apresentou queda, ficando estável em um patamar elevado de 25 mortes diárias. Eram 26 na semana anterior, recuo de 3,8% - dentro da margem de estabilidade (variações de até 15% para mais ou menos). O infectologista Evaldo Stanislau explica que as mortes são um fenômeno mais tardio e que demoram a cair, pois os pacientes têm tido internações mais prolongadas. Portanto, ainda refletem outro momento da pandemia. “Esperamos que as mortes caiam, sim. Mas isso não é certo. Se os casos voltem a crescer e também as internações, as mortes podem permanecer nesse platô ou até crescer”. Para o infectologista Roberto Focaccia o número de casos diminuiu, porém em platô elevado. “As mortes continuarão ocorrendo porque são pacientes que estão há bastante tempo na UTI.). O que virá pela frente é imprevisível. A flexibilização precoce e novas cepas provavelmente produzirão uma terceira onda”. Vacinação Para Stanislau, é preciso considerar que aproximadamente 20% da população da região já está vacinada. “Isso impacta na mortalidade, internação e, talvez, na taxa de novos casos. Tenho a percepção, em minha prática médica, de seguir vendo casos, ou seja, o vírus segue circulando. Mas, sobretudo entre os vacinados, formas mais leves. Isso é um alento e a prova de que a vacina funciona. Portanto, devemos seguir nos protegendo e, principalmente, vacinando”. Para o infectologista Leonardo Weissmann, não é possível atribuir a diminuição de casos à vacinação. “O número de vacinados ainda é muito baixo para surtir esse efeito e temos que considerar que pouca gente tomou a segunda dose da vacina”, diz. Já Focaccia critica a imunização de “baixa eficácia”. “Temos vistos muita gente intubada e mortes na UTI apesar de duas doses de vacina, além da dificuldade de avançar rapidamente na vacinação como seria desejável”. Para ele, a logística de imunização é equivocada, porque deixa de lado quem efetivamente se expõe, como trabalhadores que usam transporte coletivo.