Mapeamento revela aumento da taxa de contaminação por Covid-19 na Baixada Santista, diz Caseiro

Dado consta no resultado preliminar da segunda rodada de mapeamento regional para indicar velocidade de transmissão do coronavírus

Dados preliminares da segunda rodada do mapeamento de incidência de Covid-19 da Baixada Santista acende um alerta às autoridades sanitárias: o resultado deve superar o dobro do verificado na fase inicial, realizada há 15 dias. A informação é do médico infectologista e também coordenador do estudo, Marcos Caseiro. 

Em entrevista ao JT1, da TV Tribuna, na tarde desde segunda-feira (18), o especialista afirmou que a taxa de incidência de Covid-19 deve atingir o patamar de 3% a 3,2% da população já exposta ao vírus. Com isso, os modelos matemáticos indicam que até 52,8 mil moradores da região já contraíram o novo coronavírus. 

O percentual é acima do verificado na primeira fase do mapeamento, no qual a taxa foi de 1,41% da população foi infectada pelo coronavírus, o que representa 23.257 pessoas. “Os números (da 2ª fase) ainda não estão fechados, porque tivemos um problema de acesso a bairros na semana passada por conta da chuva. Mas (os dados) já sinalizam uma evolução significativa”, diz Caseiro, 

Segundo ele, o fato de o resultado amostral ter mais que dobrado num intervalo de 15 dias sinaliza tendência de crescimento na curva de contágio regional. “Há um percentual muito grande da população ainda vulnerável à contaminação, em especial o grupo de risco”, diz. E especialista afirma que os dados serão consolidados nesta terça-feira (19). 

O estudo 

Dividido em quatro fases, realizadas em intervalos de 15 dias casa, o mapeamento tem por objetivo identificar a taxa de velocidade de transmissão do novo coronavírus na Baixada Sanrista. Os resultados serão usados para estabelecer as regras de reativação do comércio regional. 

Na primeira rodada, Baixada Santista teve incidência de 1,41% da população foi infectada. Em Santos, a proporção é de 1,43% (ou seja, 5.957 habitantes que já tiveram a doença).  

Com realização da Fundação Parque Tecnológico de Santos, a iniciativa reúne mais de 40 pesquisadores de todas as universidades da região e tem apoio da Associação Comercial de Santos. Além disso, foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, do Conselho Nacional de Saúde.  

Batizado de Epidemiologia da Covid-19 na Região Metropolitana da Baixada Santista (Epicobs), o estudo aplica cerca de 2.500 testes rápidos a pessoas, escolhidas aleatoriamente via sistema computadorizado.  

As próximas duas etapas seguem o mesmo protocolo, com intervalo de 15 dias entre si. Em um período de dois meses, 10 mil pessoas serão testadas na Baixada Santista. A compra dos testes rápidos foi financiada pelo Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb).  

O exame é diferente do realizado na fase de sintomas, feito a partir da coleta de secreção das mucosas nasal e oral, quando o objetivo é identificar a presença do novo coronavírus. Os munícipes participantes responderão ainda a um questionário com informações pessoais como sexo, idade, profissão, e socioeconômicas como, por exemplo, se perdeu emprego durante a pandemia. Imediatamente, as informações alimentarão um banco de dados, que também será considerado nas decisões futuras dos governos municipais no enfrentamento e condução da covid-19. 

Quantidade de amostras em cada etapa 

Bertioga – 83 

Cubatão – 174 

Guarujá – 426 

Itanhaém – 135 

Mongaguá – 75 

Peruíbe – 91 

Praia Grande – 428 

São Vicente - 487 

Santos – 581 

Baixada Santista: 2.478 

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