[[legacy_image_180248]] As cidades de Mongaguá e Peruíbe, no litoral de São Paulo, retomaram a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção contra a covid-19 em ambientes fechados de escolas públicas e privadas. A medida passa a valer a partir desta quarta-feira (1). Antes, Itanhaém, também no Litoral Sul, já havia determinado a obrigatoriedade. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios Por meio de uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o prefeito de Mongaguá, Márcio Cabeça (Republicanos), anunciou a obrigatoriedade do uso do acessório em ambientes fechados, tanto para escolas públicas como particulares. A nova medida só não se aplica a alunos com transtorno do espectro autista (TEA), com deficiência intelectual, sensorial, ou qualquer tipo de deficiência ou condição de saúde que impeça o uso adequado do acessório. Nesses casos, é necessária uma declaração médica. Durante a live, Márcio Cabeça também recomendou o uso de máscaras para estudantes com menos de três anos de idade em todos os ambientes fechados, sejam públicos ou privados, e também para qualquer pessoa que apresentar sintomas de covid-19. Servidores Em Peruíbe, além das escolas públicas e particulares, o uso obrigatório de máscaras também passa a valer para servidores municipais que estejam em prédios públicos. Inicialmente, a determinação do município valerá por um mês, até 30 de junho. Por meio de postagem nas redes sociais, a Prefeitura recomendou o uso do acessório, fundamental no combate a covid-19, em espaços fechados, tanto públicos como privados. A Administração explica que a medida foi necessária devido ao aumento de casos de covid-19. com índice de positividade que superou 25% em relação aos sintomáticos respiratórios da cidade neste fim de semana. A Prefeitura ressalta que, até o momento, apenas dois moradores estão internados por conta da covid-19, sendo isso fruto da vacinação. Ainda assim, é importante que os munícipes não deixem de tomar a dose de reforço para que as taxas de ocupação de leitos sigam baixas. Estado Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde disse que cada município pode avaliar o uso de máscaras e tomar medidas mais restritivas, conforme a realidade epidemiológica da cidade. A pasta ressalta que monitora o cenário da covid-19 e que não há previsão do retorno do uso de máscaras ou qualquer outra medida restritiva nesse momento. Atualmente, o Estado de São Paulo possui 87,7% da população com o esquema vacinal completo (duas doses ou dose única) e mais de 111 milhões de doses aplicadas. A secretaria reforça as medidas já conhecidas para combate ao coronavírus, como higienização das mãos (com água e sabão ou álcool em gel) e a vacinação. Outras cidades Os seis demais municípios da Baixada Santista não pretendem, por enquanto, retomar a obrigatoriedade das máscaras em escolas. Ainda assim, eles seguem monitorando a situação. A Prefeitura de Santos diz que, por enquanto, não é exigido o uso de máscara nas escolas, mas a medida pode voltar a ser adotada se for necessário, conforme os indicadores da covid-19. A rede municipal de ensino conta com 86 escolas, 27.500 alunos e 4.500 profissionais de Educação. A Secretaria de Saúde (Sesau) de São Vicente ressaltou que, até o momento, não houve suspensão de aulas neste ano e que os casos isolados são monitorados para garantir que o vírus não seja disseminado. Em Praia Grande, o uso de máscaras em escolas segue facultativo. A Seduc afirma, no entanto, que os alunos, professores e funcionários que sentirem a necessidade podem usar o acessório. Guarujá segue sem obrigatoriedade de máscaras nas escolas. O mesmo ocorre em Cubatão, município que segue atento a evolução dos casos. Por fim, a Prefeitura de Bertioga diz que, até o momento, não há casos de covid-19 nas escolas e, por isso, não vê necessidade de retorno da obrigação.