[[legacy_image_101348]] Mais de 4,6 mil idosos ainda não apareceram nas unidades de saúde da Baixada Santista para tomar a terceira dose da vacina contra a covid-19. Os dados se referem às três maiores cidades da região, mais Bertioga. Devem ser imunizadas pessoas que tenham 85 anos e tomado a última dose há pelo menos seis meses. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em Santos, dos 2.297 idosos que tomaram a segunda dose até 10 de março e estão aptos a tomar a terceira dose, só 396 (17,23%) já receberam reforço. Praia Grande recebeu 2.680 doses para pessoas acima de 85 anos e, até ontem, aplicou 263 (9,81%). Dos 1.184 idosos que completaram o esquema vacinal no período de seis meses e estão aptos a tomar a terceira dose em São Vicente, 404 pessoas (34,12%) compareceram até ontem para a dose de reforço. No primeiro dia de imunização desse público, Bertioga aplicou 54 doses, ao pesso que eram esperadas 400 pessoas (13,5%). Em Peruíbe, apenas dez idosos foram imunizados, dos 300 esperados (3,3%). Semana que vem Quem ainda não se imunizou pode fazer isso a partir de segunda-feira no posto de vacinação mais perto de casa. Para receber o imunizante, é necessário mostrar a carteira de vacinação e um documento com foto. Em Guarujá, começa na segunda a aplicação da dose de reforço na população idosa de 85 anos ou mais. Estão aptos 5.529 residentes. Foi o único município a não ter iniciado a aplicação da terceira dose na região. Sobre não ter começado antes a campanha de reforço, a Cidade justificou, por nota, que esperava “quantitativo seguro”, a fim de evitar “qualquer possibilidade de desabastecimento”. Cubatão, Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe não responderam até ontem à noite. Cuidados Para o infectologista Eduardo Santos, é fundamental que esse público procure o reforço logo que se completar o período de seis meses da segunda dose. “É mais uma maneira de estar protegido, e a minha recomendação é que as pessoas aproveitem para se manterem seguras contra a doença.” A infectologista Nívea Soares lembra que ainda é necessário tomar todos os cuidados e buscar as doses no período certo. “A terceira dose é um reforço importante para essa faixa etária atual, que tem comorbidades e pode desenvolver um quadro mais grave da doença. Temos ainda a circulação da variante Delta, que nos deixa em alerta com relação a um possível aumento no número de casos nas próximas semanas”.