[[legacy_image_128357]] Absorventes femininos, cabelos, embalagens plásticas, isopor, pedaços de brinquedos de garrafas PET, pinos de drogas e preservativos. São alguns dos materiais que compõem as 3,1 mil toneladas de resíduos encontradas nas unidades de bombeamento e estações para tratamento de esgoto da Baixada Santista. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo a Sabesp, os dados se referem ao período de janeiro a agosto. A projeção é que, até dezembro, se supere o volume recolhido no ano passado. A região tem 326 unidades de bombeamento e 18 estações para tratamento de esgoto. No ano passado, 4,5 mil toneladas de resíduos ficaram retidas durante os serviços de limpeza das peneiras e gradeamentos destes locais. Começa em casaO gerente do Departamento de Gestão e Desenvolvimento Operacional da Sabesp na Baixada Santista, Humberto do NascImento Ferreira, comenta a destinação inadequada que se dá ao lixo. Segundo Ferreira, o primeiro sistema atingido é o da casa. Por isso, o ato de despejar resíduos incorretamente pode causar prejuízo dentro da própria residência. “Depois, (o lixo vai parar) na rede coletora de esgoto próximo da residência, e, com a junção dos vários contribuintes (pessoas que jogam resíduos na rede), chega à estação elevatória”. Para evitar problemas, basta recolher e jogar o material no lixo. “Poupa todos dos danos de qualquer natureza”, afirma. “Um preservativo, absorvente ou pedaço de papel higiênico jogado na privada, em vez do lixo, leva ao somatório de pequenas contribuições. Dá esse impacto grande que o número alto de detritos aponta. Resíduos líquidosAlém dos resíduos sólidos, os líquidos também são motivo de preocupação. “Há uma infinidade, mas, principalmente, óleos (causam mais impacto)”. Segundo o gerente da Sabesp, o óleo, tanto em uso doméstico quanto comercial, se soma às impurezas que estão na rede de esgoto. “Chega a formar uma placa de gordura na estação elevatória. Isso, quando não forma na própria tubulação e causa obstrução (da rede)". Até mesmo óleos automotivos e graxa provocam danos à tubulação e ao ambiente. “Óleo e gorduras devem ser destinados em recipientes adequados, com reciclagem”, orienta Humberto Ferreira.