[[legacy_image_331930]] O conceito de metropolização nunca foi tão correto quanto no caso do descarte irregular de lixo. Várias cidades da região padecem com o problema, gerando queixas de munícipes preocupados, não só com a limpeza em si, mas os possíveis focos de dengue causados por essa questão. Após Guarujá, agora, Praia Grande e São Vicente também registram queixas. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O industrial Dorival Thomaz Junior, de 58 anos, não aprecia em nada um vizinho imundo. Trata-se de um grande terreno no bairro Mirim, em Praia Grande, onde o lixo é exposto (e não recolhido) há tempos. “Não sei quem são as pessoas que jogam. Mas é um absurdo. Quem passa por ali, dá de cara com um verdadeiro lixão”, relata. Segundo ele, também já foram vistas pessoas colocando armadilhas dentro do terreno, o que sugere a caça de pássaros. “A Polícia Ambiental tinha que verificar isso”, reclama. Já em São Vicente, um morador, que preferiu não se identificar, apontou um terreno no Rua Rosinha Garcia de Siqueira Viegas 730 (antiga rua 19), no bairro Rio Branco, na Área Continental, como um verdadeiro depósito de sujeira. “Aqui sempre teve esse lixão. Sempre. O povo tem a mania de jogar tudo aqui. Só que a prefeitura sempre vinha e limpava, vinha e limpava. Só que é aquela coisa, eles limpam hoje, no mesmo dia, os próprios moradores voltam a sujar”, lamenta. [[legacy_image_331931]] Tamanho incômodo tem provocado situações de insalubridade dentro de casa. “O que aparece no nosso quintal? Cobra, rato, barata. Só no meu quintal foram três cobras. Eu não sou obrigada a pagar um imposto caríssimo para ter que conviver no meio do lixo. Além disso, a dengue aqui está gritando. O que mais tem aqui é pneu cheio de água”, pontua. Outro ladoEm nota, a Prefeitura de Praia Grande informa que uma equipe da Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb) esteve no local nesta quarta-feira (31) e realizou a limpeza do local. Também afirma que “realiza periodicamente esse serviço, porém tal situação só ocorre porque, infelizmente, os moradores insistem em descartar lixo em locais inadequados ou se utilizam do serviço de “carrinheiros” para se livrar desses materiais” . “(....) Tal ação não tem justificativa, uma vez que o bairro conta com Ecoponto, onde os moradores, e até mesmo os “carrinheiros”, podem levar os materiais inservíveis como entulhos e madeiras, restos de móveis, entre outros. Além disso, o bairro recebe semanalmente a passagem dos caminhões do projeto Rapa-treco e, três vezes por semana os serviços de coleta de lixo domiciliar e também de coleta seletiva”, complementa a Prefeitura de Praia Grande. Já a Prefeitura de São Vicente declarou que, "por meio da Secretaria de Licenciamento (SEL), informa que enviará um profissional até o local para averiguar a situação e tomar as devidas providências".