[[legacy_image_64092]] Após perder um primo para a Covid-19 e viver em constante medo de ser infectada por - além dos motivos comuns - ser a responsável por cuidar da mãe com diversas comorbidades, a professora de educação infantil de Itanhaém, Juvanete Silva Braga Alves, de 47 anos, comemorou a notícia da vacinação para professores. “Vivemos o pior momento da pandemia e a esperança de ser imunizada em uma data próxima me traz um alívio”, diz a profissional. Juvanete explica que a adaptação em relação aos novos cuidados com a pandemia foi difícil, pois mudou completamente a rotina das pessoas: “De uma vida cheia de interação, toques, abraços, tivemos que manter a distância e aprender a trabalhar em formato home office”. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Porém, aos poucos a professora foi se acostumando. “Aprendi a utilizar recursos para aprimorar as situações de videoaula”, relata. O que ela não esperava era que veria de perto alguém perder a vida para a covid-19: “A dor nos atingiu quando perdemos nosso primo de 64 anos. Ele morava sozinho, não sabemos de que forma ele foi contaminado pelo vírus e não resistiu”. [[legacy_image_64093]] “É muito triste ver quantas vidas foram perdidas por conta deste vírus e que, infelizmente continua de forma mais severa dizimando vidas”, explica Juvanete. Após sentir na pele a dor de ter um parente nas estatísticas pela doença, a professora diz que a vacina surge como principal esperança. “Meu desejo é que toda a população seja imunizada o mais breve possível, pois só assim não teremos mais tanto luto, tanta tristeza”, comenta. De acordo com ela, somente após a imunização de todos será possível retornar para a vida rotineira. “Mas com uma grande lição: quando você cuida de si, automaticamente cuida do outro”, destaca Juvanete. Cuidados com a mãe Portadora de diabetes, parkson e alzheimer, a mãe de Juvanete é uma das maiores preocupações da professora durante a pandemia. "Foi um ano cheio de cuidados, pois eu trabalhei em casa mas depois retornei a plantões na escola", explica. [[legacy_image_64094]] Segundo ela, as idas na farmácia, mercado e locais necessários sempre são feitas com cuidado: "Meu marido também é Guarda Municipal, então é da linha de frente. Tivemos que ter toda essa atenção pois minha mãe é do grupo de risco, não só pela idade, mas por toda a situação de saúde dela". A mãe de Juvanete já recebeu a primeira dose e, segundo a professora, irá receber a segunda no dia 8 de abril. "A vacina para ela, eu e meu marido porque ele faz parte da segurança pública, é um alívio muito grande", diz. "A imunização é uma luz no fim do túnel porque a nossa maior preocupação é exatamente a questão da saúde da minha mãe", explica a profissional de educação. Dificuldades da profissão na pandemia A imunização de professores também aproxima a volta das aulas presenciais. Para Juvanete, ficar longe dos alunos foi uma das principais dificuldades neste período, pois trata-se de um público infantil. [[legacy_image_64095]] "Eu queria te ver, professora" e "Queria muito te encontrar, dar um abraço bem apertado" são exemplos de frases que a professora recebe por meio de áudios. "É muito difícil ouvir isso", explica Juvanete. Para ela, iniciar o ano letivo em 2021 não foi fácil. "Foi uma dificuldade começar o ano com distanciamento das crianças e as conhecendo por meio de vídeos", finaliza.