[[legacy_image_328945]] Acumulando mais de 700 mil seguidores apenas em uma rede social, o influenciador digital Maykon dos Santos Pereira, de 28 anos, virou motivo de dor de cabeça para a Prefeitura de Peruíbe, no Litoral de São Paulo. A Administração foi à Justiça contra ele para conter tumultos causados no final de ano na cidade. A Tribuna teve acesso ao documento nesta segunda-feira (22). (Veja em vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A Administração Municipal conseguiu uma liminar da 2ª Vara na ação judicial contra Maykon. A manifestação da juíza Danielle Camara Takahashi Cosentino Grandinetti requere, com urgência, que o influenciador retire de suas páginas imagens de concentrações de pessoas nas vias públicas no município e impede a divulgação de novas concentrações e atos. Caso haja descumprimento por parte de Maykon, a juíza fixou uma multa diária de R\$ 100 mil. Fora isso, também há uma busca de reparação do dano moral coletivo, porém o valor ainda será definido pela Justiça. Anteriormente, no começo de janeiro, o réu havia sido autuado e teve o carro de luxo apreendido por crime de trânsito. Foi nesta segunda (22) que a juíza concordou com a ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, que alegava que Maykon -por dois anos consecutivos- utilizou a alta temporada para convidar seus seguidores a praticarem atos ilícitos na cidade. O influenciador, por meio de sua defesa, tem 15 dias para recorrer da decisão. Dentro da ação, a Prefeitura citou que o influenciador convida os seguidores ‘com promessa de prática de atos de infração de trânsito com os carros de luxo que ostenta em suas publicações’. Também acusou Maykon de promover a venda de quotas ou rifas dos veículos luxuosos sem nenhuma autorização ou licença. Essas rifas são a forma com que Maykon atrai a atenção dos milhares de seguidores com imagens e vídeos de manobras em moto ou carro. Ele costuma a passar a temporada de verão na cidade, mas é morador da Capital. Essas publicações foram anexadas à ação pública para demonstrar que o influenciador não se preocupa com a própria segurança -por não utilizar cintos-, e ainda coloca em risco a saúde e a vida de crianças e idosos. Além de sobrecarregar os serviços públicos de Peruíbe. A advogada Bruna Cabral analisou os documentos da ação pública e explicou que Maykon terá direito de recorrer, porém deverá apagar as publicações imediatamente até que o processo se encerre. Também informou que o réu poderá publicar fotos em Peruíbe desde que não seja promovendo esses ‘tumultos’ apontados. Em nota, o prefeito de Peruíbe, Luiz Mauricio (PSD), disse: “Estamos desde o final de 2022 monitorando essas ações em Peruíbe. Fizemos representação ao Ministério Publico e ao delegado titular de Policia Civil para abertura de inquérito contra 14 pessoas, tudo baseado nas imagens do nosso sistema de monitoramento. Agora em 2023 nos preparamos para tomar as providências judiciais necessárias. Fizemos essa ação e faremos outras mais. Em Peruíbe quem aprontar será processado”. A Reportagemtambémprocurou o influenciador Maykon Pereira dos Santos para um posicionamento sobre o caso, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.