[[legacy_image_104067]] Mesmo após a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) cancelar o edital que prevê a instalação de pedágios na Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, prefeitos do Litoral Sul e políticos da Baixada Santista se mobilizam para enterrar de vez a proposta, que criaria essa cobrança na principal estrada que liga a região ao restante do Estado e ao Paraná. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O prefeito de Itanhaém, Tiago Cervantes (PSDB), se posiciona contra a iniciativa desde o início. Para ele, o Município vai ter muito prejuízo. “É uma cidade antiga e com vias internas estreitas. Tenho esperança que o Estado mude de ideia. A praça de pedágio precisa ser modificada e temos equipe empenhada para isso”. Ele alerta que, se entender que esgotou o diálogo, a solução será recorrer à Justiça. “Só temos duas entradas principais e o pedágio estaria bem nesse meio, no coração da Cidade. Seriam causados problemas de mobilidade”, diz Tiago. Já o prefeito de Mongaguá, Márcio Melo Gomes, o Márcio Cabeça (Republicanos), diz que não é contra a questão do pedágio se vierem investimentos junto. “Os municípios precisam de auxílio para suportar a mudança e o morador não pode ser prejudicado. É preciso uma mudança viável para que os moradores não paguem pedágio dentro da própria cidade”. Ele diz ter pedido seis passagens para os munícipes, mas que foram concedidas apenas duas no edital que foi cancelado. “Do jeito que está, o prejuízo é grande. A Cidade apresentou um projeto e precisam ser atendidas as exigências dos municípios, que entendem melhor suas necessidades”, justifica Cabeça. Em Peruíbe, o prefeito Luiz Maurício (PSDB) lembra que a discussão não é apenas sobre pedágio, e sim sobre desenvolvimento, fortalecimento da economia da região e empregos. “Estamos há décadas esperando esse investimento. Aqui não temos pedágios, mas não temos estradas duplicadas, empresas fortes instaladas, empregos para a população”. Ele explica que, no Interior, tem pedágios, mas não faltam estradas boas, indústrias, empregos e desenvolvimento. “Prefiro que não exista pedágios, mas se para viabilizar o projeto de duplicação for necessário, prefiro isso do que continuar vendo nossa região estagnada”. AcompanharO deputado estadual Caio França (PSB) também tem se manifestado contra a instalação de pedágio na rodovia. Ele explica que a situação foi mal conduzida pelo Estado. “O momento é inadequado por conta da pandemia e da dificuldade de empregos. É importante salientar que o trecho do pedágio já é duplicado atualmente. Faltou sensibilidade e transparência por parte do Governo Estadual para conduzir essa questão”. Apesar da situação atual, Caio ainda tem expectativa de que o Estado volte atrás com relação ao assunto. “Isso não é feio de se fazer. Que eles recuem nessa questão e a gente consiga ter mais tranqulidade na condução. O prazo para esse assunto ser de vez resolvido depende da boa vontade do Governo Estadual”. Para o deputado, o Litoral Sul tem uma característica de Turismo muito forte e a praça de pedágios causaria muito impacto nisso também. “A região depende muito de pequenos comércios, como bares, restaurantes e pousadas. O pedágio encarece em todos os sentidos e dificulta para as cidades que não estão preparadas para suportar todo o trânsito. Seriam prejuízos enormes”. Procurada pela Reportagem por diversas vezes, a Artesp não se manifestou até a publicação desta reportagem.