[[legacy_image_202944]] Antes mesmo de completar um mês de vida, o pequeno Arthur Novais de Freitas renasceu. Isso porque ele foi salvo por policiais militares após se engasgar na última quinta-feira (25), quando tinha apenas 28 dias. “Meu bebê estava molinho, praticamente falecido”, relembra o pai da criança, Robinson Souza de Freitas, de 39 anos, sobre o momento que classifica como um dos piores de toda sua vida. O caso aconteceu no bairro Guapurá, em Itanhaém. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O corretor de imóveis conta que estava assistindo televisão por volta das 18h30 com o bebê por perto. “Ele estava dormindo no carrinho ao meu lado. Não tinha mamado”, afirma o homem, que, de repente, foi avisado pela esposa que a criança estava engasgada. De acordo com ele, a mulher começou a fazer massagem em Arthur em uma tentativa de fazer o bebê voltar a respirar, mas não teve sucesso. Por isso, ele também tentou fazer o resgate, mas começou a ver o filho ficar cada vez mais roxo, apesar de aparentar algumas melhoras. O que a família não esperava era que uma equipe policial estaria no local no momento certo para salvar a vida de Arthur. “Escutei alguém gritando que a Força Tática estava na rua. Sai correndo e me deparei com os policiais”, diz Robinson, que encontrou os agentes a cerca de 30m da portaria do seu prédio. O sargento da Polícia Militar, Rafael Vianna Coelho, conta que a equipe estava em patrulhamento pela região e parou naquele exato local para abordar um grupo de suspeitos. No entanto, os policiais foram surpreendidos pela família desesperada. Desta forma, um dos profissionais iniciou a manobra de Heimlich no bebê. “A criança teve o primeiro estímulo, então ele passou o bebê para mim e a gente começou o socorro (até o hospital). Eu fui no banco de trás continuando essa manobra, até que a criança voltou”, relembra o sargento. Além da equipe policial, Arthur e a mãe também foram na viatura até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Infantil da cidade. No local, o bebê recebeu atendimento médico e, segundo Robinson, passou por exames e ficou em observação até ter alta. “Foi uma sensação horrível, mas foi Deus que colocou os policiais naquela naquele momento”, afirma, dizendo que crê que não conseguiria um carro para levar o filho até o hospital a tempo de salvar sua vida. Por isso, no mesmo dia do resgate, o corretor de imóveis fez questão de descobrir quem foram os responsáveis por salvar o filho caçula e ligou para as forças policiais para agradecer. Mas, como se não bastasse, ainda foi até o batalhão da PM nesta sexta-feira (26). “Fui com minha esposa, minha filha e meu filho para agradecer de novo, mas pessoalmente. Se eles não estivessem lá, o pior teria acontecido”, desabafa. No entanto, a emoção não ficou apenas por parte da família. O policial Rafael Vianna diz que o momento sempre ficará em sua memória. “Nesses 13 anos que eu sirvo na Polícia Militar, não lembro de outra ocorrência que vai me marcar assim”, enfatiza. Ele diz que a família confiou nos policiais em um momento de muito desespero e a equipe conseguiu corresponder. “Não tem nada que se compare a ver o pequeno Arthur voltando à vida aos poucos e a mãe ficando mais tranquila”. O sargento ainda relembra que o gesto da família em ligar para agradecer chegou a comover diversos policiais. “Causou uma comoção. Para nós foi uma surpresa porque já tínhamos voltado ao patrulhamento e foi informado pela rede de rádio que ele (Robinson) agradeceu e disse que o filho estava bem”. Porém, o sentimento foi ainda maior ao reencontrar Arthur pessoalmente no batalhão. “Foi gratificante. Ele tinha apenas 28 dias de vida e falei que a gente quer ver o crescimento dele, porque agora Arthur faz parte da nossa equipe”, finaliza Rafael.