[[legacy_image_96874]] A ONG Ecologia em Movimento (Ecomov) registrou 60 embalagens de fabricadas em outros países nas praias de Peruíbe e São Sebastião entre dezembro de 2020 e agosto de 2021. Desses resíduos, cerca de 50% foram fabricados na China. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Estas embalagens foram coletadas pela organização durante ações de preservação junto a Fundação Florestal. Além da China, objetos fabricados em Cingapura, Coréia do Sul, Irã e Malásia também foram localizados. O problema é maior no litoral norte, segundo Fábio Lourenço, ativista local, a maior concentração de lixo internacional foi nas praias da região. Entre maio e agosto, foram encontrados 43 resíduos na faixa de areia de São Sebastião. "Estas são praias desertas e com a área de fundeio bem próxima do Porto e das praias", justifica o presidente da Organização Ecologia em Movimento. [[legacy_image_96875]] Por conta das ocorrências, a Ecomov acionou o Ministério Público, que inseriu a petição no Inquérito Civil 42/2019. O pedido alerta sobre falha na fiscalização ou gestão de resíduos nos navios. A organização buscou até protocolos internacionais por conta do problema relacionado ao lixo internacional, como é o caso da Marpol 73/78, que é uma Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios, criado em 1973 e alterado pelo Protocolo de 1978. "A mesma identificação dos materiais encontrados na região norte aponta descarte de alimentos na área de fundeio. Ou seja, navios mercantes ao adentrarem na barra, acabam descartando esses materiais, ocasionando a poluição de praias de grande relevância natural e ecológica", diz Fábio Lourenço.