[[legacy_image_151757]] Com persistência e fé, o morador de Mongaguá André Torrieri, de 47 anos, impediu que uma limitação física definisse sua vida ao amputar parte da perna direita após sofrer um acidente de trânsito. Ao invés disso, o motoboy foi em busca de adaptações para continuar a trabalhar com as entregas, que hoje ainda é o serviço que ajuda em seu sustento. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Formado em informática, André conta que não consegue emprego na área que estudou desde 2017 e que, por isso, optou por trabalhar com serviços de entrega em uma lanchonete da cidade. Porém, em 2019, tudo mudou após sofrer um acidente enquanto trabalhava. "Cheguei a perder quase 70% de sangue e só cheguei vivo ao Hospital Irmã Dulce vivo pois a enfermeira do Samu foi estancando minha artéria femoral, segurando minha hemorragia. Tive parte da a perna direita amputada, mais ou menos no meio da coxa". Ainda segundo André, na hora do acidente já teve a percepção que havia perdido a perna e pensou como seria a vida dali para frente. Após três dias de recuperação, ele recebeu alta do hospital e a partir daí, já foi adaptando a vida para garantir a independência, mesmo com a deficiência. Ele procurou a habilitação na categoria de Pessoa com Deficiência (PcD) de carro e moto para continuar realizando atividades diárias, inclusive atuando como entregador de lanches. "De moto foi meio complicado porque acharam estranho um amputado, que sofreu acidente de moto, querer pegar a carta de moto de novo, mas deu tudo certo". Vida continuaDurante a rotina, ele cita que existem alguma limitações, como colocar o "descanso" ao parar a moto. Além disso, ele fala que os clientes vão até a motocicleta para pegar o lanche, mas que já percebeu que alguns até já se acostumaram. André explica, ainda, que não conseguiu se aposentar na época do acidente pois não estava contribuindo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Porém, agora ele trabalha como microempreendedor individual e caso aconteça algo, diz estar mais seguro em relação aos amparos previstos em lei. "Me sinto orgulhoso de conseguir (trabalhar). Pelo que o pessoal diz, muita gente se entrega, então me sinto bem". PróteseDurante reabilitação realizada no Rede de Reabilitação Lucy Montoro, André conseguiu uma prótese. No entanto, não consegue trabalhar com ela pois é de madeira, correndo o risco de estragar quando chove, e não está servindo mais. Por isso, na lanchonete em que ele trabalha foi feita uma rifa para tentar arrecadar este valor. Apesar de ainda não chegar perto da arrecadação total, ele continua tentando obter o valor, que ajudaria a adquirir uma prótese mais adequada, que possa inclusive molhar. Quem quiser entrar em contato com André para obter mais detalhes sobre as doações, pode entrar em contato com ele pelo telefone (13)99612-4141.