[[legacy_image_205309]] Após desistir de 42 cirurgias plásticas para realizar o sonho de se tornar o ‘Ken Humano’, o jovem Felipe Máximo Dias de Oliveira, de 18 anos, virou auxiliar de pedreiro. Conhecido na região como Mr. Adam, Felipe mora em Peruíbe e passou a alimentar o desejo de parecer com namorado da boneca Barbie aos 12 anos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “O sonho surgiu quando eu tinha 12 anos. Me sentia perdido e abandonado desde a separação dos meus pais. Sempre me empenhei em fazer o personagem e me esconder atrás dele”, explica o rapaz em entrevista para A Tribuna. O desejo passou a virar caracterização aos 14 anos. Na época, Felipe chegou a fazer três procedimentos estéticos: micropigmentação na sobrancelha, uma sessão de lipo enzimática de papada e também um procedimento na pele chamado bbglow – técnica que promete deixar a pele uniforme e livre de manchas. Não satisfeito, Mr. Adam fez uma lista de 42 procedimentos estéticos e cirurgias para se aproximar de seu sonho. “Eu queria fazer uma rinoplastia, retirar costelas, inserir próteses de silicone no corpo, bichectomia e várias outras”, admite. Felipe afirma que seus familiares e amigos sempre o apoiaram. “Eles me viam feliz com tudo aquilo e percebiam que, de fato, eu me divertia muito com todo o processo”. Mudança Ano passado, em 22 de setembro, tudo mudou. O jovem de 18 anos mudou de planos e deixou de lado todos os procedimentos após descobrir o amor próprio. Segundo ele, a caracterização com o personagem acabou criando uma “confusão na autoestima”. Felipe lembra que a mudança da irmã para Portugal o deixou sozinho e acendeu o alerta da necessidade de um emprego. Para bancar o aluguel da casa, ele resolveu aceitar uma oportunidade para trabalhar na construção civil, como auxiliar de pedreiro, oferecida pelo tio e padrasto. “Eu já tinha um pouco de experiência trabalhando em obras, então tudo ocorreu bem”. Os anúncios da mudança de planos estéticos e do novo trabalho foram feitos por meio das redes sociais do jovem. Ele diz que não sente mais a necessidade de se transformar no Ken, mas vê a caracterização, apenas usando maquiagem, como uma forma de arte e opção de trabalho. “Assim como um cosplay, mas de forma alguma assumir essa personalidade para a minha vida novamente”.