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Familiares e amigos prestam homenagem a jovem que morreu afogado em rio de Itanhaém: 'Saudade'

Bexigas brancas e cartazes lembravam a memória de Moisés e alertavam a população sobre os perigos de afogamento na Boca da Barra

Por: Ágata Luz  -  02/03/21  -  10:00
Moisés, de 16 anos, morreu ao tentar atravessar o rio na Boca da Barra, em Itanhaém
Moisés, de 16 anos, morreu ao tentar atravessar o rio na Boca da Barra, em Itanhaém   Foto: Fotos: Arquivo Pessoal

A diversão se tornou tragédia para uma família de Itanhaém no dia 17 de fevereiro. Isso porque Moisés Alcântara Silva, de 16 anos, morreu enquanto tentava atravessar o rio na Boca da Barra com amigos. Onze dias após o ocorrido, familiares e comunidade realizaram uma homenagem ao jovem no local do acidente.


Bexigas brancas e cartazes lembravam a memória de Moisés ao mesmo tempo em que alertavam as pessoas sobre o perigo de afogamento naquela área. A iniciativa aconteceu neste domingo (28), na Orla da Boca da Barra, local do afogamento.


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A homenagem contou com a presença do Corpo de Bombeiros, que explicou sobre os cuidados necessários ao entrar na água para as pessoas presentes e prestou solidariedade à família da vítima. 


Família recebeu consolo do Corpo de Bombeiros e de amigos de Moisés.
Família recebeu consolo do Corpo de Bombeiros e de amigos de Moisés.   Foto: Fotos: Arquivo Pessoal

"É gratificante saber que o Moisés não se foi em vão. Por trás disso teve uma grande história de aprendizagem para outros jovens que gostam de se aventurar, pois estão na fase de descobrirem novos horizontes. Mas temos que reconhecer e respeitar os limites da natureza e os próprios limites do corpo", relata a irmã de Moisés, Graziele Alcântara Silva, de 22 anos. 


De acordo com ela, Moisés era um menino saudável e sabia nadar: "Era dedicado aos pais, educado e tinha muitas outras qualidades. Perdeu sua vida por tão pouco". 


Porém, o que traz certo conforto para a família é saber que Moisés deixou uma mensagem de alerta aos demais jovens. "Ele não tinha o conhecimento de que ali era um lugar perigoso por sempre estar cheio de gente, por sempre ter alguém atravessando, é aquele velho 'se ele consegue, porque eu não vou conseguir'", explica Graziele. 


"O 'Criando Laços' passou uma mensagem linda a todos os jovens, conscientizando os perigos que aquele lugar traz", ressalta. Segundo a irmã da vítima, a presença dos bombeiros também foi importante. "Minha família sentiu-se grata por todos envolvidos. Estamos honrados que o nosso querido Moisés serviu como exemplo e nunca será esquecido", conclui.


"Amor de irmão é uma coisa sem explicação, quando é sincero nem conhece dimensão", diz Weid Alcântara, de 26 anos, sobre sua relação com o irmão Moisés. "Sinto saudade do seu sorriso e até de brigarmos dia após dia. Acho que ninguém imagina a falta que você faz a nossa vida", finaliza. 


A homenagem


A ação foi iniciativa de um projeto social do bairro em que Moisés morava, o "Criando Laços". Dois amigos próximos da vítima queriam homenageá-la e pediram auxílio para os membros do projeto que oferece aulas para jovens da comunidade.


"Não poderia deixar de atender o pedidos dos meninos", relata a idealizadora do "Criando Laços", Shirley Santos. Além de homenagear o amigo do bairro, a iniciativa também serviu como alerta para os alunos do projeto. "Gratidão a família pela confiança e por permitir passar a mensagem aos nossos alunos neste momento tão difícil", publicou o projeto nas redes sociais.


Iniciativa foi organizada pelo projeto social Criando Laços.
Iniciativa foi organizada pelo projeto social Criando Laços.   Foto: Arquivo Pessoal

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