[[legacy_image_251312]] 'Golpe da maquininha'. Muitas pessoas tomaram as redes sociais com denúncias e histórias de um feirante de Mongaguá, no litoral de SP, vendendo mercadorias e dando golpes. Na hora em que o cliente vai passar o cartão, ele coloca na maquininha um valor até dez vezes maior do que a compra. Apenas na última semana, duas pessoas registraram ocorrências sobre o caso. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em entrevista para A Tribuna, uma vítima de 72 anos, que preferiu não ser identificada, afirma ter sido enganada pelo feirante da barraca de frutas. Apesar de ser cliente antiga do ‘feirante golpista’, diz não ter sido poupada das passadas de perna. “Nesse dia, fui em uma feira do bairro Flórida Mirim. Como ele (o acusado) estava lá, comprei na barraca e dei o cartão para ele. Na hora de passar, o feirante encostou e disse que não tinha ido duas vezes. Na terceira tentativa, conseguiu”, conta. As compras na barraca da feira totalizaram R\$ 40,00 e a vítima não chegou a ver o cupom após a emissão. “Na hora, ele me deu o ‘canhotinho’, mas estava com muita pressa e não olhei. Quando cheguei em casa, fui guardar para depois anotar e vi que tinha passado R\$ 400. Imediatamente fui consultar minha fatura do cartão e vi que antes teve um débito de R\$ 1.420 também”. Após conferir o débito indevido do feirante, a vítima comenta que entrou em contato com seu banco e descobriu que o homem teria passado um valor ainda mais alto anteriormente, mas não havia sido cobrado. “Pedi para suspender o valor debitado e puxei a fatura toda, onde vi que ele (o feirante) já tinha feito isso antes, passou também R\$ 400. Foi a segunda vez e a primeira não tinha percebido”, diz. Com a descoberta, a vítima conta que procurou o feirante para conseguir seu dinheiro de volta. Depois de receber ameaças de registrar a ocorrência, o homem disse à vítima que extornaria o valor e iria ressarcir o dinheiro no mês anterior, porém essa devolução nunca aconteceu. Por ‘sorte’Outra vítima, de 41 anos, também registrou uma ocorrência contra o feirante. A pessoa optou por não se identificar por uma questão de segurança. Desta vez, um fator a salvou de cair no golpe: falta de saldo em conta. “Fui até a feira livre do Jardim Praia Grande por volta de 12h30 e fui na barraca em que os preços estavam mais razoáveis do que o normal. Deu R\$ 15 a compra e tinham três homens, um deles perguntou qual era a forma de pagamento e falei que seria débito”, relembra. O cobrador pegou a máquina de cartões e digitou o valor. A vítima narra que, a partir deste momento, o homem cobriu o visor do eletrônico para que não conseguisse olhar a quantidade de dinheiro que envolvia a operação. “Quando ele virou a máquina para eu colocar a senha, ele estava tapando o visor com a mão e eu puxei, mas ele continuou cobrindo. Como eu estava com um cartão que tinha um valor pequeno, coloquei a senha”, explica. Quando o valor da compra foi negado, a vítima alega que notou pela demora para chegar a notificação no aparelho celular. “Achei estranho e ele puxou a maquininha, pegou uma bicicleta e foi embora com ela. Quando olhei para o lado, perguntei quanto era o melão e peguei mais um. Paguei com o mesmo cartão em uma outra máquina, mas me mostrando o visor”. “A notificação subiu de compra aprovada e vi no aplicativo que estava lá a tentativa de compra de R\$ 1,5 mil negada. Falei para o atendente e ele virou de costas para começar a mexer nas frutas. Falei de novo e ele virou: ‘Deve ter sido um erro de digitação'", comenta. Descontente com a falta de atenção recebida pela equipe, a vítima chamou a Polícia Militar (PM) e registrou um boletim contra o dono da barraca, que supostamente seria o homem que fugiu. RetornoCientes da ação do feirante, a Prefeitura de Mongaguá informou, em nota, que abriu processo administrativo e suspendeu a licença de trabalho da banca de feira a qual foram vinculados os fatos de cobrança indevida. A Administração Municipal também destaca a importância de, quando os consumidores passarem por situações enganosas como esta, realizarem Boletim de Ocorrência para a apuração dos fatos. A Secretaria Estadual da Segurança Pública citou, também em nota, que a Polícia Civil continua investigando o caso como estelionato, pelo 1° e 2° Distrito Policial (DP) de Mongaguá. Nos dois casos, as vítimas relataram terem sido debitados valores indevidos. “Ao todo, as vítimas sofreram mais de mil reais de prejuízo cada. Diligências seguem em andamento para localização do investigado e total esclarecimento dos fatos”, conclui.