[[legacy_image_225096]] Um caso de violência contra animais chocou Itanhaém, no litoral de São Paulo. Nanuk, uma cachorrinha da raça Husky Siberiano, de apenas um ano e meio, está cega após ser espancada e ter os olhos perfurados por uma enxada na noite do último domingo (20). A razão alegada pelo agressor é de que a cadela teria entrado numa casa onde funcionaria uma clínica de reabilitação, que fica próxima à chácara onde vive, e matado uma galinha. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "O oftalmologista a viu neste sábado (25) e constatou que ela não vai mais enxergar . Vai depender da gente para sempre", disse à Reportagem o tutor de Nanuk, Luciano Souza, de 45 anos. Ele trabalha em São Paulo. Foi o filho quem encontrou a cadela sendo agredida. O acusado está foragido. "Hoje, estávamos esperando uma grande noticia. A que nós queríamos do oftalmo é que ela viesse a enxergar de novo, mas, infelizmente, não deu", complementa. Carinho, ameaça e covardia Souza conta que Nanuk chegou à família por meio de doação há cerca de nove meses. "Meu filho ganhou , trouxe ela para casa e, durante esses nove meses, demos um conforto familiar a ela, que se apegou com a gente", aponta. O agressor, antes do ato, já havia alertado sobre a possibilidade de atingir o animalzinho. "Foi um cidadão que morava numa casa de recuperação em frente à nossa chácara, que alegou que nossa cachorra tinha saído e pego uma galinha dele. Já havia dito que 'não ia deixar barato' se a Nanuk pegasse uma galinha dele. Ele estava esperando a cachorra sair para cometer esse crime contra um animal que não tinha como se defender". O tutor descreve os momentos de terror vividos pela Husky nas mãos do agressor. "Meu filho estava fazendo um lanche quando ouviu os gritos de choro dela e saiu para acudir. Quando abre o portão, se depara com o cara dando pancada na cachorra, em um buraco feito de construção. Ela já estava desmaiada, sangrando muito nos olhos e na cabeça. Nesse momento, meu filho tomou o cabo de madeira dele e jogou longe. Foi Deus quem evitou que meu filho, mais preocupado com o animal, não desgraçasse a vida indo atrás desse cara". [[legacy_image_225097]] De acordo com o oftalmologista veterinário Arthur de Andrade, que cuida de Nanuk, a perfuração ocular é uma das principais causas de perda visual. "Ela ainda está em processo de recuperação, dá para ver que está com os olhos incomodados, fechados. Já entramos com as medicações, para cicatrizar as lesões. Vamos torcer para que ela volte ser feliz", descreve, em vídeo feito para os tutores do animal. Enquanto isso, Souza segue em busca de maiores cuidados para sua companheira de quatro patas. Neste sábado, por exemplo, ele foi até Praia Grande em busca de remédios para Nanuk. A internação do animal, segundo ele, tem um custo de R\$ 300 por dia. Rifas já foram feitas para ajudar nas despesas.