[[legacy_image_74959]] Há oito anos atuando como barbeiro, o morador de Itanhaém Presley Santos Ferreira, de 23 anos, precisou dividir o tempo e trabalhar também como motoboy para driblar a crise ocasionada pela pandemia de covid-19 e manter as contas em dia. Com uma queda de 40% nos clientes da barbearia, o jovem transformou o ‘lazer’ em profissão ao colocar a moto nas ruas. “Nunca imaginei que enfrentaria a chuva e o frio em cima de uma moto pela sobrevivência”, destaca. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em conversa com ATribuna.com.br, o jovem conta que começou a trabalhar com barbearia aos 15 anos. “Com o tempo fui crescendo profissionalmente e tive a oportunidade de abrir a minha própria barbearia”, relata. Segundo Presley, ele realizou alguns sonhos diante da profissão e, ao abrir um salão maior com studio de tatto, pensou que o progresso continuaria. “Mas como inesperado, veio a pandemia e meus clientes foram de 100% para 60%. O tatuador que trabalhava conosco não aguentou e foi embora. Eu fui me frustrando, ficando desanimado”, explica o barbeiro. Desta forma, as contas do comércio, da casa e do carro o fizeram procurar algo para completar a renda: “Como eu tinha uma moto que era só para passeio mesmo, decidi colocar nas ruas”. [[legacy_image_74960]] Atualmente, o jovem trabalha cerca de 15 horas por dia, pois inicia a jornada às 9h na barbearia, encerrando o turno às 17h30 e recomeça o trabalho às 18h, se transformando em motoboy até 00h. Porém, a rotina agitada e diferente da que ele era acostumado já o colocou em risco: “Com pouca experiência de ter que andar rápido ‘para cima e para baixo’ para entregar a pizza quentinha, cheguei a me acidentar duas vezes”. Com as dificuldades, Presley chegou a pensar que nada mais daria certo. “Mesmo assim ergui a cabeça, me recuperei e segui em frente”, enfatiza. O jovem ganhava R\$3 por entrega. Desta forma, ao fim do dia, ganhava R\$60 e gastava R\$20 de gasolina: “Profissão perigo”. Porém, ele recebeu uma oportunidade melhor em uma hamburgueria, quando passou a receber de R\$4 a R\$10 por entrega. Segundo o barbeiro, a vida financeira ainda não está estabilizada, mas desistir não é uma opção. “Estou me virando conforme consigo, seja entregando lanche ou cortando cabelo”, finaliza.