[[legacy_image_35211]] Belas paisagens e história se encontram em um dos principais pontos turísticos de Itanhaém: a Cama de Anchieta. Nos últimos anos, na alta temporada, o local chegou a receber cerca de mil turistas por dia. O aumento no número de visitantes ocorreu após a construção da passarela que dá acesso ao cantinho preferido do jesuíta. Uma formação rochosa, que fica entre o costão da Praia da Gruta e a Praia do Sonho, e parece formar uma cama. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Diz a lenda que esse seria o ponto favorito de Anchieta. Era ali que ele descansava e buscava inspiração para escrever seus poemas. A passarelaFeita com ipê e materiais derivados de eucalipto ecológico — foi inaugurada em 2006. Tem 220 metros de comprimento por 1,60 metro de largura. A obra seguiu todas as normas de preservação ambiental, conta o comerciante Andrés Arrastia Eguizabal, 72 anos, dono do Taberna Baska, um tradicional restaurante espanhol na Cidade. Foi Eguizabal quem correu atrás de uma parceria com o governo das Ilhas Canárias e da administração de La Laguna, município onde o padre nasceu, ambos na Espanha, para erguer o equipamento. “As Ilhas Canárias ajudavam na reforma do Pátio do Colégio (onde se ergueu a primeira construção da Capital paulista), investindo bastante dinheiro. Eu tinha um amigo, também espanhol, que tinha contato com o governo de lá. Então, perguntei se não haveria recursos também para essa obra. Tentamos e deu certo.” Segundo ele, foram destinados 60 mil euros, cerca de R\$ 200 mil na época. “A gente recebeu aqui o presidente das Ilhas Canárias, o presidente do Cabildo (entidade administrativa) e a prefeita de La Laguna. Levamos todos até a Cama de Anchieta. Eles estavam de terno e foram pulando pelas pedras. Foi inusitado.” Eguizabal conta que os espanhóis ficaram impressionados e decidiram ajudar. “Mas com a condição de que fosse investido em emprego, não misturado com assuntos religiosos.” [[legacy_image_35212]] Antes, os visitantes tinham de se aventurar, caminhando no trecho entre as rochas — o que dificultava o acesso para muita gente. Por pouco Com dinheiro liberado pelos espanhóis, houve um problema a seguir: a falta de projeto. “Quase perdemos o recuso por isso. O projeto ficou pronto na última semana antes de vencer o prazo para a devolução da verba.” Em um ano, a passarela ficou pronta, mas ainda houve entraves burocráticos até a inauguração. “A obra é do engenheiro Elder Poitena. Ele fez um projeto que não afetou em nada a natureza. Não foi feito um buraco nas pedras. O material teve de ser carregado no ombro. Isso foi muito importante. Tenho muito orgulho disso.”