[[legacy_image_65013]] O estudante Vitor Menezes Quessada, de 26 anos, tinha um sonho póstumo: ser cremado e ter as cinzas levadas para a Praia do Félix, em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, um de seus destinos preferidos. Após ser encontrado morto dentro de casa, esse sonho foi realizado pela família. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e seirviços! Vitor Quessada foi encontrado morto dentro de casa no último dia 29 de março, em Rio Claro (SP). O jovem fazia uso de remédios controlados e veio a óbito enquanto dormia. A causa da morte ainda não foi confirmada. Um boletim de ocorrência foi registrado e a Polícia Civil investiga o caso. Enquanto vivo, Vitor fez um pedido para a irmã, Miriane Quessada: quando morresse, fosse cremado e tivesse as cinzas jogadas na Praia do Félix. "Todas as vezes que a gente conversava, era raro ele não falar isso para mim. Ele falava sempre", recorda Miriane. [[legacy_image_65014]] A costureira de 34 anos recorda que, em fevereiro, teve uma conversa com Vitor, onde ele insistiu que a irmã prometesse realizar esse pedido. "Eu não imaginei que ia ser tão rápido, que ia ser no próximo mês. Fiz tudo do jeito que ele me pediu", afirma a irmã. A paixão por Ubatuba, em especial pela praia citada, fazia Vitor visitar o município ao menos três vezes por ano, encarando cerca de sete horas de viagem. Com a morte do jovem, a família se mobilizou para levar às cinzas até o local, no último domingo (11), e cumprir a promessa. "Era o lugar preferido dele. Por ele não precisava existir outro lugar. O Vitor me dizia que, quando estava lá, o mar curava o coração inquieto e qualquer dor na alma. Ele amava tanto que falava para todos irem conhecer. Dizia que a Félix era a amada dele", recorda Miriane. Viagem e promessa Para chegar até o município, a família contou com ajuda da agente de saúde Flaviana Silva, moradora de Ubatuba. Através de um grupo nas redes sociais relacionado à cidade, ela conheceu Miriane e soube da história. "A gente começou a travar uma batalha, porque não podia entrar van em Ubatuba, devido à fase vermelha", conta Flaviana. "Minha sensação foi de dever cumprido. Eu não os conhecia, sabia que ele era fã da cidade. Vivemos o luto juntos e torcemos para que ele viva no sonho dele". [[legacy_image_65015]]