[[legacy_image_43742]] Uma baleia jubarte foi flagrada na manhã desta terça-feira (11), em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Com saltos exuberantes, o animal chamou atenção de navegantes que estavam próximos da Praia Grande. O advogado Mauro Lacerda Salgado, de 55 anos, estava em uma gravação para a Netflix quando avistou e registrou os saltos da baleia. As belas imagens repercutiram nas redes sociais. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Morador de Ilhabela há 26 anos, Mauro possui barcos de passeio e há dois anos integra um projeto de avistamento de baleias. “Para mim é normal. Essa época é das jubartes passarem pela região. É uma rota delas e algumas passam pelo canal”, explica. O advogado ainda diz que o animal avistado na terça era uma baleia jubarte juvenil, com cerca de seis metros, e que ficou no local entre às 10h e 12h. “Eu filmei para minha filha. É um prazer e uma alegria avistar”, destaca Mauro. Porém, o admirador da fauna marinha alerta as pessoas quanto aos cuidados necessários neste momento. “A gente tem regras. Não queremos que aconteça algo de errado com os animais”, relata. [[legacy_youtube_vYhaSthAPmI]] Desta forma, Mauro pontua que em casos de avistamento de baleias: não é permitido se aproximar do animal com motor engrenado a menos de 100 metros da espécie, devendo o motor ser mantido em neutro; não engrenar o motor para afastar-se sem ter avistado a baleia na superfície a pelo menos 50 metros da embarcação; não perseguir com motor ligado qualquer baleia por mais de 30 minutos; não interromper ou alterar o curso de deslocamento do animal; não aproximar-se no mesmo momento que outras duas embarcações; não encurralar as baleias entre a embarcação e a área costeira. Além disso, é proibido a prática de mergulho com os animais ou a aproximação de aeronaves com altitude menor que 100 metros sobre o nível do mar. “É muito importante que as pessoas saibam sobre esses cuidados”, conclui. Em conversa com ATribuna.com.br, o advogado ainda disse que no ano anterior, foram realizados mais de 280 avistamentos. “Mas esse número não significa a quantidade de baleias, pode ser mais ou menos, porque não temos como saber, já que às vezes vemos as mesmas e em outras vezes vemos várias. Então contamos os avistamentos”, enfatiza. Mauro também explica que os animais são catalogados pelas caudas. “É como se fossem as digitais delas. É como nós as identificamos”, finaliza.