[[legacy_image_52061]] Uma baleia jubarte foi encontrada presa em uma rede de pesca nesta sexta-feira (4) no canal de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Porém, após acionamento do Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA), o animal foi resgatado pelo Instituto Argonauta. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A equipe do Instituto coordenada pelos biólogos Manuel da Cruz Albaladejo e Marcelo Rezende, junto com o oceanógrafo Victor Bellomo, confirmou que o animal estava envolto pela rede de pesca e iniciou a operação de resgate. A ação contou com apoio do projeto Baleia à Vista - que atua no monitoramento de cetáceos na região - e da equipe do projeto Conservação da Toninha/FMAII. Desta forma, a operação ocorreu com sucesso e foi registrada por imagens e vídeos. [[legacy_youtube_qT0THqey0LA]] Segundo o Instituto Argonauta, o ‘desemalhe’ de uma baleia é uma atividade extremamente arriscada. Desta forma, deve ser realizado de acordo com protocolos específicos e regulamentados no Brasil pelo CMA-ICMBIO, bem como por uma equipe técnica capacitada e treinada para não arriscar a vida da equipe de salvamento. “Uma das nossas maiores preocupações era com a segurança de turistas que estavam tentando fazer o procedimento de salvamento da baleia e que, mesmo com a melhor das intenções, não deve ser feito por pessoas despreparadas, por colocar em risco a si mesmas, bem como o próprio animal”, destaca o biólogo Manuel. A operação também contou com colaboração das embarcações Maremar turismo e Mar e Vida, que estavam no local e mantiveram outras embarcações afastadas, da mesma maneira que prestaram o apoio necessário. [[legacy_image_52062]] O Instituto ainda esclareceu que as baleias são muito ameaçadas, apesar da proibição da caça no Brasil. Isso porque, as chamadas ‘redes de espera’ (que são deixadas pelos pescadores com objetivo de capturar peixes), não são percebidas pelos animais, que acabam se enroscando e muitas vezes morrendo ou se machucando, já que o material é resistente e feito de nylon e fibras sintéticas. Instituto Segundo o oceanógrafo e presidente do Instituto Argonauta, Hugo Gallo Neto, o resgate de baleia é um dos momentos mais importantes e realizadores do trabalho. “Liberar um animal tão especial quanto uma baleia e descobrir que ele vai poder continuar a sua trajetória de vida por mais tempo na natureza. Nestes momentos, eu chego a pensar que, pelo menos um pouco, nós estamos tentando e conseguindo reverter o grande impacto que a atividade humana causa a fauna marinha”, ressalta. Fundado em 1998 pela diretoria do Aquário de Ubatuba, o Instituto Argonauta tem como objetivo a conservação do meio ambiente, principalmente de ecossistemas costeiros e marinhos. Ele foi reconhecido como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) em 2007. Hoje, atua no litoral norte de São Paulo, apoiando e desenvolvendo projetos de pesquisa, resgate e reabilitação da fauna marinha, educação ambiental e resíduos sólidos no ambiente marinho, dentre outras atividades.