Parecem rios, mas são vias alagadas em bairros da Cidade. A distinção se dá pelo fato de que, nas margens da água acumulada e que custa a escoar, há imóveis e postes de energia (Carlos Abelha/TV Tribuna) As chuvas que atingiram a Baixada Santista afetaram diretamente pelo menos 443 moradores de Peruíbe, a cidade mais prejudicada da região. Segundo a Prefeitura, 343 estão desabrigadas e 100, desalojadas. Há três abrigos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em três dias, Peruíbe registrou mais chuva do que o esperado para o mês de fevereiro, como A Tribuna noticiou nesta terça-feira (24). Foram 282 milímetros acumulados, 46% acima da média para o mês, de 192,7 mm, conforme a Defesa Civil do Estado. Conforme a Prefeitura, o último resgate foi feito por volta de 1h30: o de duas famílias retiradas com botes e barcos. Esta é a ocupação dos abrigos: na escola Fernando Nepomuceno Filho, há 120 pessoas; no colégio Maria Amélia Ribas Campilongo, 115; no Jardim Veneza, 77; há, também, 31 pacientes de uma clínica terapêutica retirados do local e acolhidos pela Colônia Agrícola. Outras 100 pessoas ficaram desalojadas e estão abrigadas na casa de parentes e amigos. A Prefeitura de Peruíbe reiterou o pedido de doações a serem destinadas aos acolhidos. Entre os itens sendo arrecadados, estão fraldas (infantis e geriátricas), lenços umedecidos e alimentos como leite, feijão, sardinha, atum, enlatados e alimentos não perecíveis. As doações podem ser entregues no Fundo Social de Solidariedade de Peruíbe, que está centralizando a triagem e distribuição dos donativos às famílias afetadas. Mongaguá Em Mongaguá, o Comitê de Crise da Prefeitura está ciente da possibilidade de até 175 mm de chuva se acumularem até sexta-feira, com volume mais alto nesta quinta-feira (26). Essa previsão supera a dos temporais que causaram estragos na Cidade em janeiro. O Ginásio de Agenor de Campos seria preparado como abrigo provisório, e pode haver outro em uma escola. Defesa Civil A Defesa Civil Estadual afirma que o cenário resulta da atuação de áreas de instabilidade persistentes sobre o Litoral, favorecendo chuvas contínuas e, por instantes, de forte intensidade. “Com o solo já encharcado, o risco para alagamentos, deslizamentos de terra e quedas de árvores permanece elevado, especialmente em áreas vulneráveis”, destacou, por nota.