Prefeitura busca prevenir os efeitos do fenômeno climático (Reprodução/Prefeitura de Peruíbe) O Super El Niño, fenômeno climático causado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacifico, promete causar impactos em todo o planeta, de acordo com especialistas, podendo provocar aumento das temperaturas, temporais mais intensos, ressacas e outros eventos extremos. Diante disso, a Prefeitura de Peruíbe, no litoral de São Paulo, está realizando uma série de serviços como forma de prevenção e preparação para proteger a população. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a Prefeitura, as secretarias municipais e a Defesa Civil trabalham em conjunto em três frentes: prevenção, monitoramento e respostas, para mitigar os possíveis impactos do fenômeno. Entre as ações, a Administração Municipal informou que mais de 40 mil toneladas de sedimentos foram retirados para o desassoreamento do Rio Preto na primeira fase e os trabalhos seguem em preparação para a segunda etapa. Assim como desobstrução de canais, valas, bocas de lobo, galerias e estruturas de escoamento de água. No plano, também está a contenção na Estrada do Guaraú. De acordo com a Prefeitura, a obra já foi realizada em diferentes pontos, com 520 metros quadrados (m²) de solo grampeado e concreto projetado. Também serão instalados dois sensores de monitoramento do nível da água na Boca da Barra e no Caraguava, pontos considerados críticos na região. Plano de Contingência Além disso, o Plano de Contingência foi atualizado, definindo ações de resposta para situações de inundação, deslizamentos, evacuações e abertura de abrigos. O Plano Municipal de Redução de Riscos também foi implantado com planejamento de obras e intervenções para reduzir a vulnerabilidade das áreas mais suscetíveis aos efeitos, segundo a Administração Municipal. A Prefeitura ressalta que, para conter o impacto das ressacas, a implantação de cordões de pedras em diferentes trechos da orla e a recuperação do jundu serão realizados. Fenômeno climático O Super El Niño pode atingir seu pico entre outubro e dezembro deste ano, segundo projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sígla em inglês). Caso as previsões se confirmem, este poderá ser o evento mais intenso desde o início dos registros do El Niño, em 1950, com aquecimento superior a 3°C nas águas do Oceano Pacífico. Na Baixada Santista, esses efeitos podem resultar em alagamentos, deslizamentos de encostas, transtornos na mobilidade urbana e impactos em atividades econômicas, como as operações portuárias.