Na propriedade de 40 mil m², José Viana planta acelga, abóbora, batata-doce, entre outros hortifrútis (Vanessa Rodrigues/AT) Uma dessas propriedades rurais é o Sítio Santo Antônio, localizado no ‘interior’ de Itanhaém. Em seus mais de 40 mil metros quadrados, de tudo se planta: alface, couve, acelga, abóbora, inhame, batata-doce, repolho, banana e diversos outros hortifrútis. José Viana Campos, de 77 anos, trabalha na propriedade desde 1967. “Mas já em Minas Gerais eu era um pequeno agricultor”, diz. Seu Viana, como é chamado, diz que a experiência do campo foi a “escola que frequentou” para aprender tudo que sabe: da melhor lua para plantar cada semente ao momento exato de colher da terra os legumes e hortaliças que planta no sítio. Parar de trabalhar não está nos planos de seu Viana. “Nem pensar. Aqui é onde me sinto bem. O dia que parar com isso, morro. Com certeza”. Novas gerações Para Paulo Pantel, técnico em Agropecuária da Prefeitura, um dos riscos da agricultura familiar, uma atividade centenária em Itanhaém, é a falta de interesse dos jovens em seguir nesse ramo. “A agricultura familiar está envelhecendo”. Ele atribui esse desinteresse à falta de renovação do próprio sistema: “não há tecnologia, inovação nem estímulos financeiros para a modernização. Há muitos implementos para a agricultura, mas não para o modelo familiar. Atrair as novas gerações requer trazer para o campo toda essa modernidade. É preciso pensar nisso. A gente come o que a terra nos dá”.