[[legacy_image_63157]] A moradora de Peruíbe, Eliane Balardini, de 46 anos, se tornou ambulante para conseguir se sustentar durante a pandemia do coronavírus. Ela conta que a fiscalização na cidade durante a fase vermelha do Plano SP não foi seguida a risca e que lojas em toda a extensão do município ficaram abertas sem serem multadas. Em resposta enviada para a reportagem, a administração municipal reforça quediversas autuações foram feitas nos últimos dias. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em conversa com ATribuna.com.br, Eliane conta que perdeu o emprego como secretária no início da pandemia e desde então tem feito diversas coisas para conseguir se sustentar. "Tenho produzido docinhos nesse tempo para vender, é a forma que encontrei de conseguir pagar o meu aluguel". Contudo, após a reclassificação de toda a Baixada Santista para a fase vermelha do Plano SP, ela e outros conhecidos que também atuam como ambulantes próximos a praia tiverem de interromper o trabalho. "Não concordo com a reclassificação, mas tanto eu quanto outras pessoas que fazem o mesmo trabalho entendemos que uma ordem deve ser seguida, por isso paramos de atuar", diz. Para ela, o revoltante desta situação é o fato de lojas continuarem abertas na cidade. Segundo a ambulante, alguns imóveis chegaram a colocar fitas zebradas nas entradas, mas que o objeto serve apenas para despistar a fiscalização. "A fase vermelha é pra quem afinal?", questiona. Eliane ainda conta que chegou a ligar para a prefeitura visando denunciar as lojas não essências que mantém as atividades, mas não obteve auxílio. "A moça que me atendeu perguntou se eu tinha os nomes dos comércios, quando respondi que não, ela disse que não poderia fazer nada". O que diz a prefeitura? O Departamento Municipal de Fiscalização de Posturas informa que nos últimos dias foram feitas diversas autuações, notificações e multas, quando necessário, em comércios da cidade que estavam desrespeitando as normas. A Prefeitura tem feito em conjunto com outros órgãos, operações de força-tarefa com fiscalização tanto no período noturno quanto diurno. As ações contam com a Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, Departamento Municipal de Fiscalização de Posturas, Serviço Municipal de Vigilância Sanitária e Departamento Municipal de Mobilidade Urbana. No último fim de semana, houve notificação por estabelecimento aberto após horário autorizado, autuações pela Vigilância Sanitária por estabelecimento estar aberto com clientes após o horário permitido, autuações por estabelecimento aberto sem alvará de funcionamento, além de orientações diversas sobre as novas medidas. Durante o dia, no sábado (6), dois ônibus foram autuados em R\$ 3.048,00 por ônibus por entrar no município sem prévia autorização dos órgãos competentes. Ainda no sábado, houve multa e interdição de um açougue que havia sido inaugurado sem o alvará sanitário dos órgãos competentes. O estabelecimento promoveu festa de inauguração com promoções que geraram aglomeração no local. No domingo (7), também houve fiscalização e orientação na maior e mais tradicional feira livre da cidade. De acordo com a Fiscalização de Posturas, as fiscalizações continuam durante a semana no município. Na segunda-feira, equipes também atuaram em agências bancárias da cidade para verificar a situação das filas, entre outros protocolos. Por fim, a Prefeitura de Peruíbe faz constantemente campanhas comunicando que, quem presenciar aglomerações ou atividades clandestinas, pode denunciar por meio dos telefones 153 (ligação gratuita), 3455-2232 e 3453-3448.