[[legacy_image_232030]] A Prefeitura de Mongaguá fecha o primeiro biênio do atual mandato do prefeito Márcio Melo Gomes, o Márcio Cabeça (Republicanos), com bom momento em várias áreas. Mas ele dobra a aposta para ver novas ideias saírem do papel, como uma Fatec no Município. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Cabeça confia no bom relacionamento com o novo governador, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e na interlocução com a equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para destravar a burocracia que impede planos de saírem do papel. Para A Tribuna, faz um balanço da atual gestão e traça planos para o novo ano. Qual o balanço que o senhor faz de 2022 para a Cidade?Mongaguá vive um momento importante em sua história, pois, mesmo sendo o município de menor orçamento da Baixada Santista, tem demonstrado grande potencial de desenvolvimento econômico, turístico e cultural. Prova disso são as mudanças pelas quais a Cidade passou nos últimos quatro anos, com a chegada de novas lojas de renome e empreendimentos das mais variadas vertentes. O senhor destacaria avanços em quais áreas?Depois de dois anos consecutivos, ainda estamos com problema de covid, mas, graças a Deus, os casos têm sido com gravidade menor. Depois de dois anos difíceis, acho que a gente consegue ter um olhar positivo. Tivemos conquistas importantes para a Cidade, como uma unidade do Poupatempo e uma unidade do Sebrae. Outra iniciativa importante é o apoio aos esportistas, por meio do programa Bolsa Atleta. Também destacaria uma escola nova, a Emef Arpoador, que será a maior unidade de Ensino Fundamental do Litoral Sul. A questão da saúde é um calcanhar de Aquiles das cidades do Litoral Sul. Como trabalhar essa área?Conseguimos ambulâncias para a área da saúde. Outro dado importante: quando assumi, Mongaguá tinha a maior taxa de mortalidade infantil de toda a região, e hoje é uma das menores. O Centro Médico Ana Maria Lúcio Pereira e o PS Central foram reconstruídos. Vale lembrar que fomos a primeira cidade da região a implantar o Centro de Tratamento Pós-Covid, ainda no pico de casos da pandemia. O balanço, tendo em vista tantas dificuldades que se passaram, por uma questão de eleição, na qual a economia também dá uma travada, é bem positivo. Com relação às obras de infraestrutura, o que é possível apontar como avanços?Diversos prédios e serviços importantes foram entregues, como as intervenções no Canal 4 e as limpezas de rios, valas e córregos, com a máquina anfíbia, evitando, assim, alagamentos em regiões antes muito afetadas. Além disso, a nova Unidade de Vigilância de Zoonoses foi totalmente repaginada, ficando três vezes maior do que o prédio antigo. Tem algo que o senhor pretendia fazer ou implementar nesses primeiros dois anos e não pôde?A gente está conseguindo, na verdade, um patamar legal (de realizações) seguindo o meu plano de governo, daquilo que foi proposto para a nossa população. Prometemos zerar o déficit de vagas em creches. Vou entregar uma creche nova e mais duas serão construídas. Isso é um ponto importante. Mas ainda quero investir muito no Belvedere, que é um dos pontos turísticos da Cidade. Queria ter feito algo mais inovador neste ano. O mirante se encontra abandonado há muitos anos. Mas tem as farmácias nos postinhos. Mongaguá tem uma farmácia central, para a qual os moradores têm que sair, muitas vezes, de muito longe. Pessoas humildes, que não têm dinheiro para pagar uma passagem. O projeto que tenho é levar, a cada postinho, sua própria farmácia. Achei que ia conseguir dar o pontapé em duas farmácias em dezembro, mas vai ficar para 2023. E quanto ao funcionalismo público? Houve avanços. Há mais a ser feito?No funcionalismo público, foram mais de 1,5 mil concursados convocados, isso, sem contar o vale-alimentação/refeição, inédito na cidade, que injeta, anualmente, cerca de R\$ 9 milhões no comércio local. Agora, os servidores também contam com data base, que garante o reajuste salarial por lei. O servidor ficava muitos anos sem ter essa correção. A burocracia é outro fator que atrapalha a execução de obras. Como driblá-la, garantindo que recursos não se percam e obras não saiam do papel?É algo que acontece. Um exemplo: por uma questão burocrática e eleitoral, tivemos uma ressaca muito grande em 2019, e o mais difícil eu consegui, que foi o recurso junto ao Governo Federal, da ordem de R\$ 26 milhões, recuperando esses trechos que foram destruídos, com uma nova orla da praia. Ela vem num novo formato, mais moderno, com pista para caminhadas e toda uma inovação, que vai dar um olhar diferenciado para nossa orla. Há um prejuízo por conta do período eleitoral, porque chega essa época e não podemos iniciar a obra. Por falar em verbas, os recursos mais escassos são outro problema vivido pelos municípios do Litoral Sul. Como colocar em prática esses planos, com orçamento menor que outras cidades da região?Mongaguá, na verdade, tem o menor orçamento da região metropolitana. Muitas coisas são feitas graças à credibilidade que temos com deputados, que mandam recursos por meio de emendas. Sempre chego no período eleitoral e faço a minha parte, ajudando aqueles que ajudaram a Cidade. Estamos otimistas para essa virada de ano, tendo em vista deputados que foram reeleitos e que a gente apoiou, mas, especialmente, quanto ao novo governador. Fui o único da região a apoiar o Tarcísio desde o primeiro turno. Isso nos deu uma aproximação maior com o governo, por acreditar muito nele e por ter essa proximidade. E em termos de Governo Federal?Por mais que eu não tenha apoiado, queria a reeleição do (presidente Jair) Bolsonaro, sou da parte que não torce para dar errado. Torcemos para que dê certo, porque é o futuro do nosso País em jogo. Comecei algumas tratativas com pessoas ligadas ao presidente Lula, para começar a pôr nosso ponto de vista. Temos uma credibilidade no meio político, para fazer com que a Cidade e a nossa região tenham as benfeitorias possíveis e, obviamente, os deputados eleitos olhem pelas nove cidades, em especial o Litoral Sul. Se fosse atacar algumas áreas prioritárias no próximo ano, quais seriam?Quero brigar para trazer uma Fatec para o nosso Município, atendendo o Litoral Sul. Temos um prédio pronto, todo estruturado, para isso. E a questão do turismo, com investimento forte em alguns pontos. Nossa plataforma de pesca é a maior da América Latina, um grande ponto turístico, assim como o Poço das Antas e, também, a nossa orla. Esse vai ser nosso foco para mais renda, mais geração de empregos, para a Cidade continuar se desenvolvendo.