A família procura pelo pintor, desaparecido desde a noite de terça-feira (18), em Peruíbe, no Litoral Sul de São Paulo. (Arquivo Pessoal) O pintor Francisco Custódio da Silva Junior, de 34 anos, está desaparecido desde a noite da última terça-feira (18), em Peruíbe, no litoral de São Paulo, após sair de casa depois de receber uma ligação. Segundo familiares, ele teria recebido um telefonema relacionado a um suposto trabalho, e não voltou mais. De acordo com o boletim de ocorrência (BO), Francisco foi visto pela última vez por volta das 23h, na casa onde mora com a esposa e a filha, no Bairro Jardim Brasil. “Ele recebeu um telefonema sobre trabalho, pegou a bicicleta e falou que iria verificar”, conta a irmã, Dayanne Custódio Borges, de 36 anos, para A Tribuna. Francisco saiu em uma bicicleta de cor abacate. Segundo a família, ele vestia calça de moletom preta, camisa branca, moletom azul e levava o telefone celular. Como não retornava, os familiares começaram a ligar para Francisco, mas o aparelho passou a cair na caixa postal. No WhatsApp, também não houve mais resposta. A mãe do pintor aguardou 24 horas e procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência. Desde então, a família afirma não ter recebido informações sobre o paradeiro de Francisco. Sem pistas Conhecido por muitas pessoas em Peruíbe, Francisco passou a ser procurado por familiares e amigos, mas ninguém teria informado tê-lo visto após a noite do desaparecimento. A família também não sabe quem fez a ligação que motivou sua saída. Segundo Dayanne, Francisco não informou à esposa quem estava do outro lado da linha. “Perguntamos para muitas pessoas, mas ninguém viu e ninguém sabe de nada”, disse. Francisco trabalha como pintor e é pai. Segundo a irmã, ele mantinha uma relação próxima com a família e costumava avisar à mãe onde estava e para onde iria. A família afirma desconhecer qualquer problema que pudesse estar relacionado ao desaparecimento, como dívidas ou desavenças. Até o momento, Francisco e a bicicleta utilizada por ele não foram localizados. Angústia O desaparecimento ocorre pouco tempo depois de a família perder outro filho, vítima de uma doença. Dayanne afirma que a mãe, que tem pressão alta, está desesperada sem notícias de Francisco. “Se ele estiver morto, minha mãe pelo menos queria o corpo para enterrar. É muito difícil ficar sem saber nada e nem ter o corpo. E, se ele estiver vivo, agradecemos sempre a Deus”, disse. Segundo a irmã, Francisco estava bem. Ele havia acabado de tirar a carteira de habilitação e planejava comprar uma motocicleta. “Ele estava muito feliz”, afirmou. A família pede que qualquer pessoa que tenha informações sobre Francisco Custódio da Silva Junior comunique as autoridades policiais.