Mais de 15 pescadores estão na luta pelo direito de vender seus produtos no portinho municipal (Reprodução) Pescadores artesanais de Peruíbe, no Litoral de São Paulo, estão sendo impedidos de vender peixes no portinho do município, na Avenida Padre Anchieta, no Balneário Stella Maris. Os trabalhadores alegam estar sendo perseguidos e tendo os pescados apreendidos sem notificação prévia, além de receberem multas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O advogado Antônio Vespariani representou o coletivo na Justiça gratuitamente com um mandado de segurança para autorizar o trabalho no local, mas foi negado. "Alegam que a área é inapropriada para isso e estão tratanto eles como bandidos. Esse grupo é composto por nativos caiçaras de gerações que coletam boas pescarias, mas que não estão podendo vender para garantir o seu sustento. Estou com dó deles, porque não sabem fazer outra coisa", comenta Antônio. Um dos pescadores, que preferiu não ser identificado, afirmou que o local está abandonado estruturalmente, e que só a prefeitura pode fazer melhorias no local. "Crescemos vendendo peixes aqui. Nós pescamos pela madrugada e realizamos a venda pela manhã, em nossas barracas improvisadas, mas estamos sendo perseguidos e tendo o comércio dificultado. Não estamos conseguindo retorno algum", alega o pescador. Conforme apurado por A Tribuna, há um projeto para transformar o Portinho de Peruíbe em um boulevard. Porém, a ideia não sai do papel há anos e não tem espaço para os pescadores trabalharem. Posicionamento Em nota, a Prefeitura de Peruíbe disse que "já foram registrados diversos autos de infração e várias multas" contra os pescadores devido ao "risco à saúde". O município afirma ainda que, mesmo com a existência de um procesos no Ministério Público há cerca de um ano e meio, há insistência em ficar no local, "que é totalmente insalubre".